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Profundas reflexões ou pirações de uma mãe em quarentena! – dia 24

Profundas Reflexões Ou Pirações De Uma Mãe Em Quarentena! – Dia 24

Acordei antes das crianças e fui fazer minha leitura matinal e minhas orações. Se esse é o primeiro post que você lê no blog, talvez ache estranho essa prática, mas é algo que faça há algum tempo, que me faz bem para ordenar minha cabeça para começar o dia e também já começar agradecendo às coisas que temos, pedindo por aquelas que temos o desejo que Deus abençoe e ainda colocando o dia todo na presença dEle, pedindo sua graça e bondade. Normalmente as minhas mais profundas reflexões acontecem nesse momento do dia.

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Muitas vezes ouvimos os palestrantes motivacionais falarem que a cada dia é um novo dia e que temos a oportunidade de fazermos tudo de novo, ou melhorar o nosso desempenho. Eu acredito nisso, mas não que consigamos fazer isso sozinhos. Somos inconstantes e falhos, se não perguntarmos ao Criador o motivo pelo qual ele nos fez podemos viver uma vida boa, porém não plena, essa é uma das profundas reflexões que o livro Uma vida com propósito trouxe para mim. Para nos alinharmos ao propósitos que fomos criados precisamos estar conectados à fonte da vida eterna.

Talvez seja a Páscoa que colocado esse efeito reflexivo sobre mim, talvez seja 2020 com suas surpresas. Não sei! Desde o dia primeiro de janeiro deste ano tenho tido uma série de pensamentos que vão de encontro a minha rotina de meditação matinal, ao acreditar que a cada dia posso ser melhor do que fui ontem, e contar principalmente com a graça de Deus para isso. 

No livro Ah, se eu soubesse! do autor Gary Chapman e Shannon Warden, publicado pela editora Mundo Cristão, ele aborda vários aspectos sobre a paternidade, que eles como pais e terapeutas de família aprenderam ao longos desses anos. O capítulo que li hoje provocou profundas reflexões sobre aspectos da minha maternidade. Nele os autores abordam sobre a influência que os pais têm sobre seus filhos e como esses copiam os nossos exemplos. Bom e ruim, certo? Quando é algo que queremos que eles aprendam e são nossas virtudes falamos com propriedade para que eles nos copiem. Agora quando a reação deles é exatamente como a nossa diante de uma situação que não queremos que eles reajam daquela forma, como faz? 

Eu percebo que um livro ou um capítulo causam incômodo quando passo algum tempo refletindo sobre aquele texto. De certa forma, ainda estou aquilo está ecoando em mim, porque muitas vezes me pego me punindo, me considerando uma mãe ruim para meus filhos e reclamando da minha posição ou da atitude deles. Eu sei que Deus não erra e que eu sou a melhor mãe que meus filhos poderiam ter e que ele me elegeu para ser aquela que educaria e cuidaria deles. Eu sou exigente comigo mesma, me cobro, brigo comigo mesma, e sei que se eu tentar me transformar nada vai acontecer. Vou cair no mesmo ciclo vicioso porque essa é a natureza humana, e não, não estou sendo pessimista.

Voltando aos aspectos do livro, pude refletir sobre as áreas que preciso melhorar, que espero que meus filhos reflitam algo melhor dentro e fora de casa. Como espelho, a mudança deles começa por mim. Não interessa se seu filho é bebezinho ou grandão, sempre há tempo de recriar memórias e refazer laços. Quando crianças eles estão cheios de perdão para oferecer, nos amam incondicionalmente, somos seus heróis. Quando adultos muitas vezes será necessário humildade para cruzarmos a ponte que pode estar abalada pelas situações impostas da vida. Mas com a graça de Deus conseguiremos ser novos e melhores pais.

Além disso, ao fim do capítulo há um exercício reflexivo sobre as qualidade que queremos que nossos filhos tenham e que nota daríamos para elas em nós. Outra questão nos leva a pensar sobre o quão felizes ou triste ficamos diante da nossa reação às questões levantados no livro. Sem dúvida é algo que todo pai deve fazer e rever todo dia essa lista, só assim poderemos pedir orientação à Deus sobre a maneira que ele quer que nós conduzimos nossas famílias. 

Desafio você a compartilhar comigo se esse capítulo não causou profundas reflexões sobre sua maternidade.

Como isso aqui é um diário de uma mãe em quarentena, posso colocar os meus pensamentos de forma muito crua, expor algo que tenho refletido, sem ter respostas prontas, afinal estamos em obras por aqui! Outro aspecto comum do diário é compartilhar como foi o dia, né?

Pois bem, meu dia foi calma e muito tranquilo. Sem pressa! Depois que as crianças acordaram fomos tomar café da manhã e elas pediram para comer o pão de Jesus. Ontem eu fiz pão asmo que é o pão hebreu do Passover, sem fermento feito na frigideira, simples e que hoje estava mais durinho. Sentamos e eles voltaram a compartilhar o pão, partindo e dando um ao outro, como na noite anterior. Mas dessa vez deixei eles colocarem recheios modernos: manteiga, queijo, presunto e doce de leite.

Trocaram as roupas, escovaram os dentes e o Cauê foi editar o vídeo da Catarina para colocar no YouTube, enquanto isso, ela e eu fomos jogar UNO enroladas no cobertor na cama dela. As manhãs do outono tem sido assim, frescas. Cauê logo se juntou a nós e não sei por quanto tempo ficamos sentados, brincando assim.

Família Petermann jogando UNO

Fui pro quarto ler o capítulo que me deixou introspectiva, como puderam perceber acima, e eles foram brincar de guerrinha na sala com os pinos mágicos. Depois que li, me juntei a eles e um pouco depois, o Diogo também se juntou a nós na brincadeira. O almoço era feito à medida que a brincadeira acontecia e ficou pronto às 11h30 (cedo, eu sei!) mas até arrumar a bagunça que ficou a sala e a mesa, era meio-dia quando fomos almoçar.

No período da tarde sentamos no chão para montar uma nova pista de bolinhas de gude para a Catarina e o Cauê filmarem, o Diogo sugeriu fazer um duelo entre ele e eu para colocarmos no canal do Cauê também. Ficou muito bom, vocês tem que assistir —  Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber notificações de novos vídeos, rs!

Cantamos, dançamos, falamos com os dindos e ainda Catarina e eu fomos plateia para as mágicas do Cauê e do Diogo. Hora do shake, escovar os dentes, oração e dormir. Parece simples, né? Mas nem sempre é tão rápido assim para eles dormirem, às vezes ficam conversando de boas, às vezes começam a brigar e reclamar um do outro, às vezes eu durmo com eles e fica para o outro dia a atualiação do diário. 

Se tem uma coisa que tenho aprendido nessa quarentena é viver um dia de cada vez. Planejar pode ser frustrante, pessoas são imprevisíveis, quanto mais crianças. Melhor é pedir pela paciência para cada dia e assim viver. Amanhã é outro dia, uma nova oportunidade para ser melhor do que fui hoje, amém!

Post Series: Diário de uma mãe em quarentena

Sexta-feira, 10 de abril de 2020

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