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Jejum de palavras negativas – dia 37

Jejum De Palavras Negativas – Dia 37

Eu não virei confeiteira, mas tenho pilotado fogão todos os dias desde que entramos em quarentena. Gosto de cozinhar é uma das maneiras que demonstro amor pela minha família. Meu marido que se surpreende comigo, quando começamos a namorar eu não cozinhei por seis meses e desde então foi fisgado pelo estômago. Ele já sabe que não cozinha lá aquelas coisas, mas teve outras qualidades que me conquistaram e por isso que estamos juntos há 14 anos. 

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Uma coisa tenho percebido nesses meus testes culinários: eu sempre acho um defeito. Testei várias receitas que não sabia como elas deveriam ser feitas, não tinha muitas instruções, esqueci receita e fui pro YouTube me ensinar, falei com a tia, pedi dica para mãe da coleguinha do filho, recebi e compartilhei muitas receitas nesses 37 dias.

A cada receita que eu sirvo na mesa logo atrás falo uma frase como: “esse prato não deu certo”. Enquanto isso meus filhos e marido estão se deliciando e elogiando meu novo prato. Por incentivo e insistência do Cauê fiz uma receita de pão caseiro, que compartilhei a receita com vocês. Ele simplesmente ama meu pão e como tinha acabado aqui em casa pediu para que fizesse. Esse é o tipo de receita que exige certa paciência pois o pão precisa crescer, demora uma hora para assar, a parte boa é que comer quente é uma delícia pois derrete toda manteiga.

Mal pude acreditar quando tirei da forma e senti a maciez do pão caseiro que fiz. Sério, eu vibrei! 

Nessa hora me toquei de como tenho proferido palavras negativas para mim mesma. Tem uma receita que a Catarina está esperando pela terceira tentativa para ver se eu acerto, rs! Se por um lado ensino que as crianças deve ser persistentes mesmo quando falham por outro aprendem a se denegrirem com as palavras. 

Por isso, na minha vitória de hoje será a última vez (🤞) que farei isso! De verdade, preciso me policiar, fazer um jejum de palavras negativas. Encontrar maneiras positivas de falar que mesmo diante do meu erro, seja qual ele for, pode ser simples como uma receita ou não sou capaz de mudar, de persistir, de encarar de frente!

Fácil? Certamente não é e exigirá que esteja mais alerta às coisas que penso e falo, sobre mim e sobre as pessoas ao meu redor. Se tem uma coisa que aprendi com a Brené Brown, autora do livro A coragem de ser imperfeito, é que não há vergonha de expor nossos erros e que quando há diálogo sobre isso (seja interno, com amigos ou até no papel) isso é transformador e a cada dia isso perde a força sobre as nossas vidas. 

Salomão, inspirado por Deus, deixou um versículo que volta e meia penso sobre ele: “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é” (Pv. 23:7) e é um verdadeiro alerta para que haja uma mudança de mindset, uma transformação da minha (talvez da sua também) à respeito de como nós nos vemos. Sei que estou bem diferente de alguns anos atrás, acredito muito mais em mim, mas depois dessas experiências vividas na quarentena e das palavras negativas que proferi contra mim mesma, percebo que ainda posso (e vou) melhorar muito! 

E aí, bora a vir para um jejum de palavras negativas comigo?

 

Post Series: Diário de uma mãe em quarentena

Quinta-feira, 23 de abril de 2020

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