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Quarenta dias de um diário de uma mãe em quarentena – dia 40

Quarenta Dias De Um Diário De Uma Mãe Em Quarentena – Dia 40

Quarenta dias fora da rotina convencional. Quarenta dias que convivemos 24 horas com nossa família. Quarenta dias em home office, no meu caso. Quarenta dias sem pisar na igreja. Quarenta dias sem ir à academia. Quarenta dias de reinvenção. Quarenta dias de novos desafios. Quarenta dias de novos aprendizados. Quarenta dias de home school. Quarenta dias escrevendo esse diário.

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Ufa! São muitos “quarentas”!

Olho para dia 01/01/2020 e lembro que comecei a ler um livro naquele dia que se chama “Uma vida com propósito” do Rick Warren, publicado pela Editora Vida. O livro é uma viagem para dentro de si de mãos dadas com o Criador para descobrir os cinco propósitos que Ele nos formou. Depois disso, Deus me levou a um novo período de quarenta dias de oração e leitura da palavra, onde pude senti-lo mais perto de mim.

Lembro de pensar: será que Deus está trabalhando em minha vida em períodos de 40 dias? Quando ouço a mídia testemunhar que a terra está em um processo de renovação, onde peixes voltam aos canais de Veneza e à Baía da Guanabara. Animais dominando as cidades que estavam desertas. Em Levítico, Deus aconselha que o homem dê à terra após sete anos de produção, um ano de descanso. Talvez os únicos a obedecerem esse conselho são os judeus, porque o restante do mundo, duvido.

De verdade, mal consigo acreditar que estamos vivendo quarenta dias nesse modelo de vida. Vejo o governador de SC liberando o comércio e só peço que Deus nos guarde, porque infelizmente os dados brasileiros não são bons e sabemos que há subnotificação.

Por outro lado, vejo que até os programas de televisão estão se reinventando. Quando eu imaginaria sentar no sofá e reassistir a Copa do Mundo de 1994 ao lado do meu filho. O final nós sabemos de cor e já gritamos muitas vezes: “É tetra!!!” escandalosamente como o Galvão Bueno fez na final.

Algo me chamou a atenção que no Brasil a televisão mostrará as grandes vitórias e conquistas da seleção e até mesmo do Ayrton Senna (domingo estaremos ligadinhos no Esporte Espetacular, imagina, a corrida de 1988). Na Itália, o goleiro Pagliuca foi convidado a falar um pouquinho aos telespectadores brasileiro, ele contou que também passaram a reprise desse mesmo jogo no país dele comentou que só assistiu até pegar o penalti e depois desligou a TV. Até aí tudo bem, ele viveu aqueles dias e sabe muito bem como terminou o resultado.

O que me intrigou foi a mentalidade do povo italiano. Pensa comigo: eles assistiram a uma final mundial em que perderam. A Itália perdeu milhares de pessoas nesses últimos dias e mesmo assim reprisou uma final cujo o final não favorece eles. Não consigo nem continuar esse pensamento, porque não tenho ideia de como funciona o deles, mas acho isso no mínimo intrigante.

A mentalidade brasileira é que reprisar apenas as alegrias e vitórias. Ninguém quer rever o 7X1 da Alemanha, não é mesmo? Confesso que esse choque cultural de mentalidade não era algo que tinha imagino experienciar nesses quarenta dias.

De fato, são quarenta dias que temos vivido e aprendido a cada novo amanhecer. Nós, as crianças e toda população mundial sairá destes dias de clausura transformados, não há como sair os mesmo.

 

Foto: Flávia Koerich

Look: Nanda Nunes | Anna Torquato

Produção: Heloísa Taconi

Post Series: Diário de uma mãe em quarentena

Sábado, 25 de abril de 2020

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