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Vassoura em busca do sindicato – dia 35

Vassoura Em Busca Do Sindicato – Dia 35

Nunca na minha vida toda fui tão apertada como nos últimos dias. Se vocês soubessem que quando aquelas duas coisas, cheias de garras me seguram fortemente me faz passear sempre pelos mesmos lugares. Só penso que é um ser muito esquisito e sem criatividade!

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Poderia me levar passear para sentir o calor do sol, admirar as nuvens e ver os pássaros. Fico pendurada de cabeça para baixo e que agonia que sinto, se conseguisse eu me desviraria, claro! Mas aquelas garras insistem em me deixar desse jeito.

Deveria haver o sindicato das vassouras, certamente eu prestaria queixas contra essa criatura que além de me apertar ferozmente, deixar-me de cabeça para baixo, privar-me do sol ainda me faz varrer os recônditos lugares, mais sujos, cheios de bichos, cabelos e pó. Eu tenho alergia ao pó, mas essa ogra não percebe e insiste em me manter prisioneira dela. Reafirmo aqui, perante você que me lê, preciso urgentemente falar com o órgão fiscalizador porque estou me sentindo uma subservissal. 

 

Minha gente, até a vassoura já está fazendo protestos nesta época de quarentena. Dá para acreditar? Espero que a sua esteja calminha, porque a minha acordou de mal humor e resolveu escrever tudo o que tem direito a fim de descobrir o tal do sindicato das vassouras. Por favor, se a sua já descobriu, deixa ela bem longe da Vassoura daqui. 

Ah, que objeto mal agradecido! Vocês viram me chamou de criatura, falou que minhas mãos eram garras e que a apertavam todos os dias. Eu a acolhi em minha casa, retirei ela do lugar genérico, barulhento e iluminado, vulgo mercado, que era seu antigo lar. 

Aqui lhe uso segundo o propósito que foi criada. Tanta gente procurando viver segundo o propósito de vida que o Criador lhe deu mas não sabem qual é. A Vassoura tem praticado boas obras, mantido nosso lar limpinho, tirando cabelos, teias e sim, muito pó. Não podia imaginar que uma casa acumularia tanta sujeira de sujeitos que não saem de casa. 

Sim, dona Vassoura nesses 35 dias em que estamos em reclusão tem nos ajudado a manter as coisas em ordem por aqui. Mas acredito que essa reclamação seja porque antes, ela vivia uma vida bem boa, tocava o chão umas três ou quatro vezes na semana aqui em casa. Agora tem dias ela tem sido mais necessária, confesso. 

Temos duas crianças em casa, e muitas vezes, mais do que eu gostaria de lembrar, preciso recorrer a ajuda sensata da Vassoura para recolher as migalhas de pães, bolachas e bolos que elas deixam espalhadas pelo chão da casa. 

Só espero que essa revolta não comece a contagiar. Já pensou se a máquina de lavar resolve protestar? Ou se o fogão querer reclamar que está cansado das minhas cozinhanças?  Não sei o que fazer, aliás, nem vou ter para onde correr porque a ideia principal ainda é ficar em casa para evitar o contágio do coronavírus. Acho que é melhor tentar fazer as pazes com a Vassoura  e tentar acalmar a fera, rs!

 

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Post Series: Diário de uma mãe em quarentena

Terça-feira, 2223 de abril de 2020

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