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Rotina das famílias mudam com as escolas fechadas

Rotina Das Famílias Mudam Com As Escolas Fechadas

Com a suspensão das aulas presenciais nas escolas das redes pública e privada, muitas famílias não sabem como equilibrar a rotina de trabalho com as crianças em casa. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018, o Brasil tem 35,5 milhões de crianças (pessoas de até 12 anos de idade), o que corresponde a 17,1% da população. Com isso, são milhões de famílias que precisam conciliar home office, isolamento e o aprendizado das crianças em casa.

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“Por si só, a vida cotidiana de família e escola já é desafiadora. Porém, neste momento histórico, os familiares estão sendo requisitados a participar ativamente dessa jornada acadêmica doméstica”, comenta a gerente pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, Milena Fiuza. Para ela, o melhor caminho, agora, é esclarecer que esse período não se trata de férias, recesso ou tempo ocioso, e sim da oferta de um formato alternativo para que o aprendizado continue.

Para as tarefas em casa, a pedagoga comenta que barreiras como reclamações, procrastinação e frustração – vindas dos pais – faz transparecer para as crianças que o que precisa ser feito não é prazeroso. “A forma como os pais lidam com a lição de casa influencia diretamente no nível de interesse da criança. Preparar um ambiente onde a família possa participar de forma integrada é uma boa saída. Atitudes simples, como desligar a TV e o celular – tanto da criança quanto dos pais -, contribuem substancialmente para manter a motivação na tarefa”, orienta.

Nova rotina das famílias cria oportunidades

De acordo com Milena, neste período em especial, a preocupação é com algo maior do que tarefas de casa diárias. “Agora, estabelecer um hábito de estudos é essencial para equilibrar os afazeres da criança, dos pais e os momentos de descanso. Com uma agenda pré estabelecida, deve-se fixar o mesmo horário que o aluno estaria na escola para a realização das atividades escolares”, explica a especialista, reforçando que a criança pode ser envolvida na construção desta rotina, “na qual ela compartilhará com a família como são organizados os horários na escola, as atividades e as pausas”.

Ao criar uma prática de estudos, a pedagoga explica que os pais também incentivam que crianças e adolescentes desenvolvam o senso de responsabilidade. “Conscientes dos seus deveres, desenvolvem-se cidadãos muito mais organizados e focados. Além disso, é importante monitorar se a agenda estabelecida para as atividades diárias está sendo cumprida, fazendo ajustes no decorrer do processo para que a rotina seja respeitada e facilmente readaptada com a regularização da situação escolar”, aconselha, lembrando que não há manual de instruções para os tempos que vivemos.

É uma situação nova – tanto para escola, quanto para pais e filhos. “O importante é que não devemos nos apoiar em excessos, nem promover estratégias exageradas que acabem por criar mal estar nas crianças que já estão completamente fora do costume do dia a dia. Respire e aproveite para estreitar os vínculos afetivos com os filhos”, aconselha.

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