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TPM ou TDPM? Entenda a diferença entre elas!

TPM Ou TDPM? Entenda A Diferença Entre Elas!

Estou feia. Estou inchada. Estou gorda. Não consigo parar de comer. Ele não me ama mais. Ele me irrita. Só choro. Parece familiar? Sim, é a famosa TPM! Você se identificou com alguma (ou todas) as afirmações? Fique sabendo que não está sozinha!

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Esse conflito de pensamentos é muito comum durante a tão conhecida Tensão Pré-Menstrual – a TPM – também chamada de Síndrome Pré-Menstrual.

O que você passa e TPM ou TDPM?

Essa fase conhecida como TPM se mostra por um conjunto de sintomas físicos, emocionais e comportamentais que acontecem de maneira recorrente de uma a duas semanas antes do início da menstruação e melhora quando ela começa. E aí é aquele alívio que, junto com o sangue, vem o fim dessa desestabilização psíquica. Aproximadamente 80% das mulheres apresentam algum sintoma de TPM, com duração e intensidade variáveis.

Quando os sintomas são tão graves que causam prejuízos para o convívio social, profissional e familiar, chamamos de transtorno disfórico pré-menstrual – TDPM. A disforia é uma dificuldade de euforia, que vem do grego: “eu” = bem e phoros = o que carrega. Usamos euforia para representar um sentimento de alegria e bem-estar. O disfórico está indo ao caminho oposto dessa satisfação. Por sorte, esse transtorno disfórico pré-menstrual é mais raro, acometendo aproximadamente 5% das mulheres.

Ainda não se sabe o motivo da TPM aparecer – claro que há relação com os benditos hormônios femininos e suas oscilações -, mas o mecanismo pelo qual isso acontece ainda é obscuro.

Quais os sintomas da TPM ou TDPM?

Os sintomas da TPM vão além do emocional e provocam também queixas físicas. As mais frequentes são maior sensibilidade nas mamas; dor e inchaço nas pernas e, às vezes, no corpo todo. Ganho de peso, cansaço, distensão abdominal, acne, ansiedade, depressão, mudanças de humor, depreciação da auto imagem, alteração do apetite, e irritabilidade sendo esse último sintoma o mais frequente. Quantos desses sintomas você sente?

Tecnicamente, para podermos dizer que você “está de TPM”, basta que vivencie um sintoma que dure cinco dias antes de menstruar. Quando há até três sintomas, considera-se uma TPM leve. Quando há quatro sintomas, a TPM é moderada. Acima de cinco sintomas é necessária uma avaliação para verificar a chance de ser o transtorno disfórico.

Antes de dizer por aí que você está com TPM ou alguém que convive com uma mulher com TPM, dizer por aí “fulana está com TPM”, é importante se atentar para outras causas de quadro semelhante, como ansiedade e depressão.

Quais os tratamentos para a TPM?

O tratamento para combater a TPM é muito variado e pode incluir desde mudanças no estilo de vida, e terapias, até a realização de cirurgia para retirar ovários e encerrar problemas menstruais (nos casos mais graves).

Exercícios aeróbicos podem reduzir o número e a intensidade de sintomas. O controle do estresse, com sono adequado, e exercícios de meditação também conseguem melhorar sintomas da TPM.

Sobre a alimentação, de maneira geral, aumentar a ingestão de proteínas e diminuir a de carboidratos traz benefícios para a mulher com TPM. É importante também tentar identificar se algum alimento em específico piora sua TPM, o que pode acontecer com cafeína, por exemplo.

A fitoterapia pode ser uma grande aliada para o alívio da TPM. Opte por vitex, gengibre e camomila. O óleo de prímula ainda não tem sua eficácia comprovada, mas algumas pacientes afirmam que ajuda bastante.

Quando procurar ajuda médica para tratar a TPM?

Há medicamentos capazes de resolver sua TPM. Perca o preconceito em relação a tomar remédio. Por vezes, é melhor ter uma qualidade de vida adequada e digna do que ser a durona que não vai tomar remédio. De todas as formas, fale com seu ginecologista. Em relação a cirurgia como tratamento pode ser uma alternativa, mas fica restrita para pacientes com quadro intenso ainda após os 51 anos de idade.

Minha grande dica sobre a TPM é aceitar que ela existe

Quando o problema aparece, é preciso dar as mãos e cuidar desse transtorno. Fingir que ele não existe, só vai te deixar mais exausta. Por esse mesmo motivo, não procure uma válvula de escape, não coma a tigela de macarronada à bolonhesa, a barra de um quilo de chocolate e não se mate de trabalhar. A exaustão e o sentimento de culpa vêm pior depois, alimentando o ciclo vicioso.  Evite tomar decisões importantes nessa fase.

Experimente contar para as pessoas de seu convívio que você tem TPM, que sofre com ela e que é passageira. Na correria do dia a dia, as pessoas nem sempre notam o quanto esse período é ruim para você. Dizendo-lhes, a compreensão será maior. Quem sabe você até ganhe mais um chocolate! Aproveite e peça para ser 70% e sem açúcar!

 

E aí, gostou de saber a intensidade da sua TPM ou TDPM? Siga-nos no Instagram e acompanhe a nossa rotina ;D

Sobre Dr. Rodrigo Ferrarese

O especialista é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias; (cistos, endometriose), histeroscopias; ( pólipos, miomas), doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, Diu…).  Mais informações podem ser obtidas pelo canal no YouTube e também pelo Spotify –https://linktr.ee/dr.rodrigoferrarese  ou pelo site https://drrodrigoferrarese.com.br/

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