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A mulher que deixei de ser e a mãe que me tornei…

A Mulher Que Deixei De Ser E A Mãe Que Me Tornei…

A maternidade é uma espécie de quebra de paradigmas para toda mulher. Algumas se adaptam as mudanças mais rápido que outras e, posso dizer que lutei por muito tempo para ser a mulher que eu era antes dos filhos. Era saudosa e queria ter o mesmo ritmo de vida de antes. Não sei porque pensamos que é possível! A gente até pode levar esse ritmo por algum tempo, tentar equilibrar áreas diferentes da vida ao mesmo tempo. Abraçamos o mundo, batemos no peito e dizemos: eu dou conta!

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Quando na verdade, isso tudo só torna mais nítido a nossa necessidade de ajuda. Nós seremos humanos fomos criados para nos ajudar mutuamente. Do contrário, Deus teria deixado Adão sozinho no Jardim do Éden, tenho certeza que ele daria conta sozinho.

Deus pensou na mulher e disse para Adão que lhe daria uma auxiliadora, alguém que ele pudesse contar sempre.

 

Somos criadas para sermos independentes e autosuficientes. Na mídia, a mulher é sexy, tem peitão e bundão, tem uma carreira e ainda é bem sucedida financeiramente. Elas até podem ter um corpão, mas não sei até quanto disso é verdade. É uma questão de imagem, a Sabrina Sato por exemplo, ficou com aquela caricatura de gostosa burra, enquanto na vida real é uma pessoa muito ponderada e que sabe administrar suas finanças. Nem tudo que se mostra na mídia é verdade e precisamos cuidar para saber o que está nos influenciando e como isso se reflete na nossa autoimagem.

Vamos pensar: porque motivos você quer pintar a unha de determinada cor? Porque a “fulana da novela” pintou? É uma cor que normalmente você utilizaria ou não faz parte do seu perfil? Você vai escolher uma roupa baseada no que a fulana usa? Mas isso te representa? É seu estilo?

 

Não estou dizendo que não podemos usar determinado esmalte ou roupa, mas sim para pensarmos o porquê estamos fazendo isso.

A vida de mãe tem suas influências positivas e negativas. quando eu estava esperando meu primeiro filho, li muitas coisas sobre sono, sobre cuidados com bebê e eu achava que tinha que ser do daquele jeito que eu tinha lido e pronto não não tinha argumentação que fosse mudar a minha visão daquela situação. Então, por exemplo, eu comprei brigas totalmente desnecessárias porque defendia uma ideia e outra pessoa da minha família defendia uma outra ideia. Como eu achava que eu era dona da verdade, batia de frente. Mas aprendi que realmente não sou.

Na verdade nem quero ser dona da verdade, esse não é objetivo. Hoje eu falo que o Mamãe & Cia é sobre compartilhar a arte de ser mãe, e isso representa algo que eu acredito. Eu faço a maternidade do meu jeito, dentro do que eu acredito que seja correto para os meus filhos. Outra mãe que faz a maternidade dela do jeito dela, com as crenças e os aprendizados dela, para a realidade dela.

Hoje consigo praticar empatia e perceber que na verdade isso não é um problema e não representa uma divisão . Não existe o correto e o incorreto, existe o jeito de cada uma.

Eu percebo que são nove anos sendo mãe. E como esse tempo me transformou completamente como pessoa. Primeiro que eu não consigo mais me imaginar ou lembrar como era na época sem filhos. Segundo que eu me tornei uma pessoa melhor porque eu aprendi tanto durante esses anos todos e sei que vou continuar aprendendo, porque ser mãe é que te proporciona isso: aprendizado contínuo, isso porque a criança está evoluindo e você precisa desenvolver novas habilidades para lidar com a nova fase. A criança passa por picos de amadurecimento e de crescimento: de aprender a se defender, de aprender a encarar a realidade, de aprender a enfrentar, de aprender a ser frustrar e também de realizar. Momentos onde os pais são fundamentais!

Confesso que deixei de ser aquela mãe que controlava tudo. Eu era extremamente controladora: controlava o marido, meu filho, queria que tudo fosse do meu jeito. Eu entendi que na verdade meu marido pode ser dependente de mim apesar de ele fazer parte de mim. Eu aprendi que eu posso deixar o meu filho aos cuidados de outra pessoa que ele vai sobreviver e vai dar tudo certo. Hoje entendo que a pessoa que vai cuidar dos meus filhos vai fazer da melhor forma que ela sabe cuidar. Pode não da minha maneira, mas será o melhor dela!

A mulher passa por uma metamorfose (literalmente) quando se torna mãe, seu corpo muda e todo seu funcionamento mental também. O filho nasce e a mulher vai se adaptando a sua nova realidade, isso não acontece da noite para o dia, mas é uma jornada de aprendizados e transformações. E quando olhamos para trás, percebemos a sombra de uma bela mulher que se tornou forte, resistente e ao mesmo tempo, tão sensível quando se trata de seus filhos. A sua força e sua fraqueza são eles. É gratificante a transformação que eles proporcionam com sua chegada, a oportunidade de deixar de ser apenas mulher para se tornar mãe, é um verdadeiro presente de Deus!

Você percebeu essa diferença da mulher que deixou de ser para a mãe que se tornou? O que você percebe que mudou?

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