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Uma notícia que viralizou na internet e causou bastante polêmica foi a “Escola para Princesas” que teve recentemente uma inauguração de uma filial em São Paulo. Entre a filosofia da escola está que “a escola é um projeto criado para levar ao coração de meninas, valores e princípios morais e sociais que as ajudarão a conduzir sua vida com sabedoria e discernimento. É sobre a tratar a todos com bondade e generosidade, ter valores e princípios imutáveis independentes de modismos, assim como acreditar apaixonadamente em si mesma e em seus sonhos. ” Ressaltando ainda que eles não se consideram um curso de etiqueta ou uma escola que ensina apenas bons modos.

Vi muita crítica negativa, pessoas indignadas, falando que era retrógrado, que estamos no século errado e tantas outras baboseiras. Bom, eu não conheço a escola pessoalmente e não vou defender ou criticar eles. Mas sei de uma coisa, os valores no coração das mulheres do século 21 estão mudados. Já comentei aqui, como as mulheres pensam em suas vidas profissionais e como a maternidade acaba mudando nossa visão sobre mundo, faculdade e profissão.

Minha mãe não me educou para ser uma recatada do lar, mas ela me ensinou que era preciso limpar e deixar cheirosa a casa, que se eu quisesse comer era importante eu também saber cozinhar. Um dia ousei dizer que seria rica e teria empregadas para fazer o trabalho de casa, ela simplesmente me respondeu, você pode ser rica e ter empregadas, mas só saberá se está realmente limpo se você souber fazer do jeito que tem que ser.

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Não vejo nenhum mal em aprender a fazer as atividades de casa, não vejo porque tanto alarde. As revoluções industriais e francesa trouxeram grande avanço sim, e com elas também a mulher avançou no mercado de trabalho, diminuiu os abusos, ganhou voz e vez. O machismo puro tem características grotescas e que bom que evoluímos, contudo, o movimento feminista foi para o lado extremo na exigência de “direitos iguais”.

Direitos iguais? Oi? Não tenho a força de um homem, não quero ocupar o lugar dele na sociedade. Eu sei que tem muitas mulheres que tem o desejo de alcançar grandes posições corporativas, mas a que custo? O de não ter família? Ou então ter uma família disfuncional? Se essa é uma opção por mim tudo bem, cada um faz suas escolhas.

Mas infelizmente a sociedade está precisando de aulas de etiqueta sim! Sobre como receber bem as pessoas em casa, de quais funções homens e mulheres tem no casamento. Não é à toa que muitos casamentos têm se desfeito e se duvidar ainda pode ouvir a frase que o homem é um “banana”. Só pudera, tem uma mulher autoritária e sabichona, que dita como e quando as coisas vão acontecer dentro de casa, ele não tem voz nem vez. Para tentar manter a harmonia do lar, ele acaba “se apagando” muitas vezes.

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Submissão? Ah, melhor nem usar essa palavra, porque as feministas já estão gritando e protestando ao menor som delas. Vamos falar então de RESPEITO! Homens merecem o respeito e serem valorizados por sua posição no lar: protetores, provedores e professores. Eles gostam de serem aqueles que dizem o sim, mesmo que o sim seja em concordância a tudo que você apresentou com amor e carinho.

Outro dia ouvi uma frase da Helena Tannure que me chamou muito atenção “as mulheres querem casar, mas não querem ser esposas. Querem ter filhos, mas não querem ser mães. Por que isso? Simplesmente por ser esposa e mãe dá muito trabalho. Nos dias de hoje, está muito fácil terceirizar e só curtir a parte boa. Quando dá trabalho, descarta e segue a vida.

Sempre defendi que mulheres e homens tem seus papéis instituídos por Deus, são características que se completam. Quando você lê aquele livro Homens são de Marte e mulheres são de Vênus, você percebe como a natureza divina foi feita em sintonia. No casamento não somos adversários em uma partida de tênis, somos jogados de frescobol, quanto mais a bola ficar no ar, mas divertida fica a brincadeira, não é mesmo…?

Casamentos, família, filhos são grandes desafios na vida do casal. É preciso muito diálogo para vencer as diferenças culturais, familiares, vícios comportamentais. Quando você ama realmente, quer ver o lar em harmonia, receber bem o marido que voltou do trabalho cansado e estressado, com uma comida gostosa. Ajudar nas tarefas e brincar com as crianças, lavar e passar a roupa com amor. Eu sei que tarefa de casa é pesado e que quando a gente trabalha fora não é fácil. Mas se você, mulher, faz tudo com amor, seu companheiro vai querer ajudar. Vocês dois vão estar na cozinha lavando e secando a louça brincando, rindo, namorando. Estar em família é muito mais que um dia ensolarado no parque, é curtir todos os momentos. Dessa forma, estaremos criando filhos conscientes que ajudar é necessário, que cada um pode ter uma tarefa, mesmo que simples como tirar os pratos da mesa, para que o lar flua em sintonia e amor.

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Mãe do Cauê e da Catarina 🙂





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