Como estamos cheio deles, do cuidado para não falar ou de como falar, com quem falar, na frente de quem não falar, e por aí vai, não é mesmo?

A alguns dias atrás (muitos dias) o blog Loucura Materna fez uma semanada falando sobre o tal do assunto: Séquiço, os mais varia dos sub-temas dentro do tema principal. Eu achei aquela pessoa corajosa, sim, não é qualquer uma que tem coragem de falar explicitamente sobre o assunto, não foi nenhuma abordagem pesada, foi de uma maneira muito divertida e verdadeira.

Na faculdade de pedagogia tem uma matéria sobre “Educação e Sexualidade”, não tem nem como dizer que o tema deu o que falar, ao invés de ficarmos uma hora e meia em aula, tivemos três horas de aula e poderíamos ter ficado mais… resumindo, rendeu muitos papos e muitas risadas.

Não tem como negar, somos seres sexuados, não tem como deixar isso de lado ou porta a fora. Somos! Por que negar? Hey, nossos filhos também são!!! Aiiii… são sim! E eles se descobrem. Não sei como funciona com a menina. Mas estou vendo essa descoberta e é um tanto engraçada, afinal todo menino gosta de segurar, puxar e brincar com o seu pinto

Na aula, percebi que precisamos conversar e ensinar os nossos filhos, nós somos suas primeiras referências, primeiros educadores, pode ser difícil ou nada fácil, entretanto é importante para eles que tenham acesso livre aos seus pais em todos os assuntos, inclusive esse.

Não reprimir e nem liberar, contudo conscientizar! Talvez não seja tão simples, talvez tenhamos que recorrer a auxílio de quem entende melhor do assunto. Ler livros que ajudem a oferecer uma educação sexual saudável aos pequenos.

A maioria de nós fomos criadas (os) em lares que não se era permitido falar sobre o assunto, talvez até pensar era proibido. A sexualidade vai além do sexo e dos órgãos genitais e segundo a própria Organização Mundial da Saúde, sexualidade “é a energia que motiva encontrar o amor, e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas a tocam e são tocadas. A sexualidade influência pensamentos, sentimentos, ações e interações e, portanto, a saúde física e mental”.

É algo lindo e faz totalmente parte de nós, assim como ensinamos a não jogar lixo na rua ou comer bonitinho, precisamos ensinar aos nossos filhos que existe época e lugares para demonstrar tudo isso. Há ainda jovens que querem casar virgens e ainda há casais que o marido nunca viu sua mulher nua… E daí? Foi a maneira que eles foram ensinados, isso só nos leva a refletir como queremos que nossos filhos se comportem no futuro?

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂





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