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Quanto tempo devo esperar para engravidar após um aborto?

O abortamento é uma fatalidade que acomete de 15% a 25% das mulheres. Ele é diagnosticado quando há a perda fetal antes de 22 semanas de gestação ou a perda de um feto com peso inferior a 500g. Diversos fatores podem ocasionar um aborto espontâneo.

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Cerca de 60% dos casos podem ter como causa algumas alterações genéticas do embrião. Mas há situações em que ocorre alguma alteração em um único gene, transmitida por um dos pais.

Mulheres tabagistas, obesas, usuárias de álcool ou drogas têm maiores probabilidades de sofrerem abortos espontâneos. Algumas doenças também podem causar a interrupção da gravidez, como o diabetes, os distúrbios da tireoide, os miomas, a endometriose ou pacientes com alterações na coagulação do sangue, como trombofilias.

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Outro fator que aumenta as chances do aborto espontâneo é a idade da mãe. Estima-se que a combinação genética e idade avançada seja responsável por 50% dos casos de interrupção da gravidez em mulheres acima dos 35 anos.

Mas quanto tempo deve-se esperar para engravidar após um aborto?

A recuperação física após um processo de aborto geralmente demora poucos dias. Após quatro a seis semanas, a menstruação retorna e é possível engravidar no ciclo menstrual imediatamente após o processo de aborto.

Mas há também que se considerar o período de recuperação emocional, pois um aborto traz uma variação de sentimentos, tais como raiva, tristeza ou culpa. Não apresse o processo de recuperação emocional.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que se espere pelo menos cerca de seis meses para engravidar após um aborto, porém, alguns estudos demonstram que a mulher que engravida antes de seis meses apresenta menos complicações quando comparada àquelas que aguardam pelo menos seis meses para engravidar após um aborto. Caso você seja saudável e se sinta preparada, pode-se tentar uma nova gestação após três meses.

Se foi a primeira vez que a mulher perdeu um bebê e a gravidez estava bem no comecinho, o mais provável é que não seja necessária nenhuma investigação mais minuciosa.

Porém, há casos que podem exigir um pouco mais de atenção e cuidado quando a mulher decide engravidar após um aborto. Por exemplo, se ela já sofreu dois ou mais episódios de aborto, provavelmente o médico solicitará exames para determinar a causa específica do abortamento de repetição, bem como introduzir um tratamento adequado antes de iniciar uma nova tentativa de gestação.

Nesse caso, poderão ser solicitados os seguintes exames:

  • Triagem infecciosa:coleta de exames sorológicos para HIV, hepatites B e C, sífilis, toxoplasmose, rubéola, CMV, HTLV I/II, parvovírus B19;
  • Cariótipo de sangue periférico paterno e materno:exame sanguíneo que analisa a estrutura cromossômica do pai e da mãe;
  • Pesquisa de trombofilias:exames sanguíneos que avaliam se a mãe é portadora de alguma doença que possa aumentar a coagulação sanguínea e prejudicar o fluxo de sangue que vai para o bebê;
  • Ultrassonografia transvaginal:exame que avalia o formato do útero e dos ovários em busca de algum sinal que evidencie cisto ovariano ou malformação estrutural uterina;
  • Histeroscopia diagnóstica:exame que avalia o interior da cavidade uterina em busca de alguma possível malformação uterina, tal como o útero septado.

Outra situação é quando a mulher teve a chamada gestação molar, que ocorre quando a placenta se desenvolve em uma massa anormal repleta de cistos ao invés de se transformar em uma placenta viável para gravidez. Nesse caso, provavelmente o médico recomendará que a paciente aguarde pelo menos seis meses antes de tentar engravidar após um aborto.

Em algumas situações, pacientes que sofreram recentemente com uma interrupção de gravidez podem adotar métodos assistidos para a geração de um filho, como a fertilização in vitro.

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Caso você tenha sofrido múltiplos abortos, procure um médico especialista em Reprodução Humana. Ele é o profissional indicado para fazer uma investigação sobre o que pode estar dificultando a gravidez.

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