Quando se trata de família, o que será que realmente importa? Já parou para refletir sobre isso? Somos educados com o pensamento que é importante estudar para conseguir um bom emprego e assim conquistar casas, carros e viagens. Dessa forma, estamos preparados para o mercado de trabalho, mas será que para a vida também? Estamos tão aficionados no trabalho que esquecemos de refletir sobre a qualidade de tempo que temos com a nossa família.

A preparação para a vida profissional não nos torna melhores nos nossos lares

Entre cursos profissionalizantes, nunca vi nenhum que nos prepara para sermos esposas (os) e pais. Antigamente nas escolas até ensinavam corte e costura e outras coisas do gênero. Existem muitas palestras sobre como ser bem-sucedido, alcançar o topo da carreira profissional, mas e sobre ascender e conquistar o carinho daqueles que nos amam? Parece tão simples e mesmo assim o índice de divórcios só tem aumentado.

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Esses dias recebi por WhatsApp um vídeo do canal do Youtube TED, do palestrante Robert Waldinger, ele nos leva a refletir sobre felicidade. Baseado em um estudo que já dura 75 anos, revela que os participantes nas entrevistas quando tinham seus 20 anos ansiavam por conquistas financeiras, mas aos 50 anos demonstram que a felicidade reside nos bons relacionamentos criados ao longo dos anos, um casamento estruturado, filhos, netos e amigos. Cientificamente comprovado que relacionamento saudáveis nos protegem emocionalmente e também fisicamente.

Esse fim de semana participamos de um encontro de famílias da escola em que a Catarina estuda, além de muitas brincadeiras, amostras de trabalhos, comida boa, também teve uma palestra. O palestrante, casado há quase 30 anos e pais de dois filhos, explicou que nenhum casamento é um mar de rosas (isso que quem já está casado já sabe! kkk), mas que quando nos casamos trazemos as nossas bagagens e aplicamos nossas vivências antigas (sejam elas positivas ou negativas) no novo relacionamento, ao invés de tentarmos montar uma “nova mala” baseada na nova experiência de vida. Um desafio em tanto quando pensamos em colocar em prática, principalmente, quando os fantasmas do passado resolvem assolar a relação.

bagagem

Ele também relembrou coisas boas da infância como subir nas árvores, tomar banho de rio, comer as comidas boas na casa da avó ou ainda brincar com os primos. Nada disso custa dinheiro, entretanto ficou gravado em nossas memórias.

Qualidade de tempo com a família

Essas duas palestras me fizeram refletir o quão valoroso é o nosso tempo e especialmente, a qualidade de tempo que temos com as crianças. Lembranças, certamente eles terão da infância, mas qual será importância que lhe será atribuída, positiva ou negativa. A possibilidade de deixarmos boas lembranças em suas vidas é real, mas para que, que virem histórias para contarem para seus filhos depende da dedicação de nós como pais, ou seja, quanto tempo iremos estar com eles de corpo, alma e mente. Não deixando o passado interferir nas novas relações, criando bons momentos e quem sabe, ensinando as brincadeiras que mais se divertia.

qualidade de tempo

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂





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