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Quais as chances de ter gêmeos?

A gestação de múltiplos ocorre quando mais de um embrião se fixa no endométrio ou quando um único embrião que se fixa no endométrio acaba se dividindo e gerando uma gravidez gemelar monozigótica. A gestação gemelar com dois fetos é a mais comum, mas pode ocorrer com mais fetos, como no caso de trigêmeos.

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A gravidez gemelar ocorre, geralmente, uma vez a cada 80 gestações. Além disso, ela também acontece de forma espontânea, de acordo com alguns fatores. São eles:

Mulheres com idade mais avançada

Mulheres que engravidam após os 35 anos têm tendência à gravidez múltipla, mesmo não tendo realizado tratamento para engravidar. Isso acontece porque o organismo pode liberar mais de um óvulo durante o período fértil, visto que essa mulher pode estar perdendo a fertilidade de forma espontânea e por isso pode haver picos de produção do hormônio folículo estimulante (FSH), responsável por regular e selecionar os óvulos considerados mais saudáveis para a fecundação, o que resulta na liberação de mais de um óvulo no mesmo ciclo.

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Casos de gravidez múltipla na família

Outra razão que pode levar a mulher a ter gêmeos é quando há casos na família. Isso se deve às questões de hereditariedade. Não é uma regra, mas as chances de uma mulher ter gêmeos, tendo ela algum caso na família, são maiores.

Raça e etnia

Estatísticas apontam que as mulheres negras estão mais propensas a ter gêmeos. Na Nigéria, 5% das gestações são de gêmeos. Já as mulheres brancas têm 1% de chances de ter gêmeos. Entre as asiáticas, esse número é ainda menor: apenas 0,33%.

Fertilização in vitro

Segundo a Human Fertilization and Embryology Authority (HEFA), uma em cada cinco gestações realizadas por meio da fertilização in vitro (FIV) pode resultar em gestação múltipla, ou seja, de gêmeos, trigêmeos ou mais.

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Na fertilização in vitro, existe uma relação entre número de embriões e gravidez de gêmeos. Em mulheres com idade mais avançada, por exemplo, as chances de ter gêmeos aumenta porque são inseridos mais embriões.

Nesse sentido, a Resolução CFM nº 2.294/2021 determina a quantidade de embriões a ser transferida:

– Para mulheres de até 37 anos podem ser transferidos até dois embriões;

– Para mulheres acima dos 37 anos a limitação passa a ser de três embriões;

– Em caso de embriões euploides (obtidos por meio da análise genética pré-implantação): até dois embriões, independentemente da idade materna;

– Nas situações de doação de oócitos, considera-se a idade da doadora no momento de sua coleta.

Outra estratégia usada para reduzir as chances de ter gêmeos é o controle e o monitoramento da estimulação ovariana. Muitas pacientes apresentam reserva ovariana limítrofe e precisam de uma dose hormonal maior para captar mais óvulos.

Entretanto, as pacientes que apresentam uma boa reserva ovariana não devem utilizar uma dose hormonal elevada, pois isso aumenta o risco da síndrome do hiperestímulo ovariano e de gestação múltipla.

Riscos da gravidez múltipla

A gravidez múltipla aumenta as probabilidades de ocorrência de riscos diversos tanto para a mulher quanto para os bebês, que podem não se desenvolver todos ao mesmo tempo, além de vários tipos de doenças que podem surgir durante os nove meses de gestação (diabetes, hipertensão, problemas renais, entre outras).

Para reduzir os riscos, além de evitar a fecundação de muitos óvulos, é fundamental o acompanhamento completo da gravidez através de um pré-natal bem realizado e bem orientado por toda a equipe que acompanha a gestante.

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Apenas o especialista em Reprodução Humana poderá determinar o número exato de embriões que deverá ser transferido, considerando as diretrizes do Conselho Federal de Medicina, visando tanto boas chances de concepção como a redução das possibilidades de a mulher ter gêmeos.

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