Quando o Cauê fez 4 anos foi a primeira vez que seriamente cogitei a hipótese de não ter mais filhos. Estava numa fase tranquila que eu podia dormir uma noite inteira e dar uma esticadinha a mais nos fins de semana. Ele estava independente, dormindo em seu próprio quarto, ia ao banheiro quando queria e comia sempre que tinha vontade, sem precisar ficar pedindo para mim.

Assim como o Cauê, a Catarina veio de surpresa e trouxe muitas novidades para nossa casa. Cauê queria muita uma irmãzinha e eu não tinha noção de como isso afetaria nossos dias e nossa família. Mesmo ele desejando ter uma irmã, nós trabalhamos a probabilidade de vir um irmão, conversamos sobre como seria a vida após a vinda do bebê e tudo mais.

A chegada da Catarina, não poderia ter sido mais desejada. Se o hospital permitisse, Cauê iria ficar comigo lá, só para poder curtir a nova integrante da família. A espera tinha terminado e ela foi amada, desde o primeiro dia. Na maternidade o Cauê já segurou ela em seus braços ansiosos.

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Professor

O Cauê sendo mais velho, entende mais e sabe melhor das coisas, por isso se sente responsável de ensinar todas as coisas para ela. Desde como se brinca com um brinquedo novo, a tomar banho, escovar o dente e explicar também, que a mamãe precisa comer, dormir, lavar a louça, que também ela precisa esperar. Ahhh, como ele gosta de dizer que ela precisa esperar… kkk…

 

Rivalidade

Eles são bem companheiros nas brincadeiras, se desentendem também em algumas. Às vezes temos que intermediar e ensinar um ou outro a cederem. Nem sempre o mais velho tem que ceder, muitas vezes a mais nova tem que aprender a dividir e compartilhar alguns brinquedos.

Sobre ciúmes, às vezes acontece sim. Acho que é meio normal, não é mesmo? Lembro de um dia quando fui dar colo para o Cauê e a pequena veio empurrando ele para o lado. Expliquei que tinha colo para os dois e coloquei cada um em uma perna. Ambos ficaram felizes. Mas momentos de ciúmes não são muito comuns, graças à Deus!

Companhia

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Eu não poderia imaginar que a convivência deles seria tão próxima (apesar de desejar). São amigos, companheiros de bagunça, na hora de arrumar as coisas também um ajuda o outro. Claro que nem sempre é de forma tranquila e pacifica, às vezes funciona melhor aos trancos e barrancos, mas no fim, tudo dá certo!

Agora na hora da brincadeira a dupla se diverte para valer. Se, antes o papai ou a mamãe eram as melhores companhias, agora ele tem uma irmã. Ela ainda tem muito que aprender a dividir e entender as brincadeiras. Entretanto, é a melhor amiga! Ela ocupa um lugar especial no coração e no dia dele. Eles podem passar horas juntos.

Quando a mamãe precisa organizar a cozinha, ele ajuda cuidando e entretendo a pequena. Ela se diverte bastante quando ele empurra ela na totokinha ou na motoca.

 

Finalmente…

Ter dois filhos é trabalho dobrado, com certeza. É o dobro de roupas para lavar e passar, duas crianças para dar banho e fazer dormir. Em alguns dias, isso pode ser meio pesado para desempenhar tudo sozinha. Mas com a ajuda do papai, fica tudo mais simples, divertido e rápido.

Apesar de ter cogitado a ideia de ter somente um filho, sempre foi meu sonho ter um casal. O Papai do céu ouviu meus pedidos e bondosamente me presenteou com duas crianças maravilhosas. Elas ocupam o tempo, a cabeça e tornam a vida mais colorida.

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Mãe do Cauê e da Catarina 🙂





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