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Deformações congênitas do útero e a infertilidade feminina

Deformações congênitas do útero - infertilidade feminina

Uma gravidez acontece quando há sincronia do sistema reprodutivo. É como se fosse uma orquestra, com vários integrantes e para que haja um som harmônico, os instrumentos precisam fazer a entrada na hora certa. Da mesma forma funciona o organismo feminino, os instrumentos dessa orquestra são: a hipófise, responsável por dois hormônios (FSH e LH), os ovários, tubas uterinas, os óvulos e o útero.

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Para que se estabeleça uma gestação de forma natural, é necessário um ovário em funcionamento para que haja ovulação e tubas uterinas livres que tenham função preservada para que o óvulo e o espermatozoide possam se encontrar. Por fim, é necessário que o endométrio esteja adequado para permitir a implantação do embrião.

Investigando a causa da infertilidade feminina

A investigação de infertilidade, é recomendada pelos médicos quando um casal não consegue engravidar após um ano de tentativas de relações sexuais regulares e não protegidos. No entanto, há algumas situações em que é recomendado começar esta investigação antes deste período:

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  • Existência de fator masculino conhecido (Ex.: quando há presença de criptorquidia);
  • Existência de alto risco de infertilidade feminina (Ex.: mulher com mais de 35 anos).

Além dessas possibilidades, ainda existem outras questões que devem ser investigadas pelo médico como o fator tubário, fator ovulatório, se a mulher apresenta endometriose, abortos de repetição e menopausa precoce.

Há ainda as deformações congênita da cavidade endometrial e esse texto visa explicar um pouco mais três deformidades uterinas.

 

Conheça as deformações congênitas do útero, responsáveis também pela infertilidade feminina

má formação congênita do útero

Septo uterino

É uma anomalia na anatomia do útero, onde existe uma “parede” (o septo) que divide o útero, parcialmente ou completa. O tamanho do septo pode variar de mulher pra mulher.  Essa má formação congênita e que ocorre durante a formação, quando a menina está no útero de sua mãe. Esse septo, deveria ser absorvido pelo organismo, mas por motivos desconhecidos, não foi.

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É assintomático, ou seja, não causa nenhum sintoma. Normalmente é descoberto quando a mulher realiza exames de rotina em seu médico ou quando há uma frequência de abortos espontâneos.

Diagnóstico:

O diagnóstico pode ser identificado por meio de exames como ultrassonografia transvaginal, ressonância nuclear magnética ou por um exame chamado histeroscopia.

Tratamento:

Essa deformidade congênita do útero pode ser corrigida através de uma intervenção cirúrgica chamada metroplastia ou septoplastia. A cirurgia é realizada através de histeroscopia, um procedimento cômodo, fácil e rápido, sem a necessidade de uma operação pelo abdomem. Essa correção diminui as taxas de aborto em até 5,9% dos casos e aumenta as chances de concepção em até 80% deles.

 

Útero bicorno

O útero bicorno faz parte das malformações müllerianas que englobam outros problemas, como o útero unicorno, septo uterino e didelfo.

Também é chamado de útero com dois “chifres”, trata-se de uma anomalia no formato do órgão. O útero deveria ter o formato de uma pera, com a má-formação passa a ter uma membrana que causa a divisão uterina, que pode ser parcial, deixando-o na forma de um Y, ou total, dividindo o útero em dois.

Sintomas

No geral, as mulheres que tem o útero bicorno não tem sintomas, sendo muitas vezes descoberto apenas durante uma ultrassonografia. Contudo, algumas mulheres podem sentir desconforto durante a ovulação, dor abdominal, dor durante a relação sexual ou apresentar ciclo menstrual irregular.

Muitas mulheres com útero bicorno têm uma vida sexual normal, gestações e partos normais, mas em alguns casos esta má-formação no útero pode causar infertilidade, aborto espontâneo, nascimento prematuro do bebê ou anormalidades nos rins.

Isso acontece devido a falta de espaço para que o bebê cresça, principalmente quando a divisão do útero acontece em tamanhos desiguais, e o bebê é gerado na parte menor. Como os abortos acontecem geralmente no início da gestação, muitas mulheres acabam por não procurar saber o porquê da interrupção natural da gravidez, o que faz com que o problema não seja descoberto e, consequentemente, possa haver a incidência de outros abortos.

 

Diagnóstico

Basicamente, para saber o diagnóstico de útero bicorno são realizados os mesmos exames para constar o útero septado:

  • Ultrassom;
  • Ressonância magnética;
  • Histerossalpingografia-  que é um exame ginecológico em que é injetado um corante no útero e à medida que o contraste se move através dos órgãos reprodutivos são tirados raios-X para determinar a forma e o tamanho do útero.

 

Útero didelfo

É quando pode existir dois colos uterinos distintos desembocando em uma única vagina (mais comum) ou pode ter duplicidade de vagina também, com cada colo desembocando em uma vagina diferente (mais raro).

As mulheres que possuem um útero didelfo podem engravidar e ter uma gravidez saudável, no entanto existe um maior risco de ocorrer um aborto ou o nascimento de um bebê prematuro, em relação a mulheres que têm um útero normal.

Diagnóstico:

O útero didelfo pode ser diagnosticado mediante a execução de um ultrassom, ressonância magnética ou histerossalpingografia, ou seja, da mesma maneira que é feito para detectar as anomalias já destacadas nesse texto.

Tratamento:

Se a mulher possui o útero didelfo mas não apresente sinais ou sintomas, nem tenha problemas de fertilidade, geralmente não é necessário tratamento. O médico pode sugerir a realização de uma cirurgia para unir os úteros, principalmente se a mulher também tiver duas vaginas, visto que esse procedimento pode facilitar o parto.

 

Como vimos, nenhuma má-formação congênita do útero impede a gravidez, apenas requer interferência médica através de cirurgia. Portanto, se você apresenta algum desses diagnósticos, continue acreditando no milagre de gerar uma vida. Mantenha a fé e lembre-se de continuar praticando!

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