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Toda mulher grávida acaba pensando e planejando a forma que seus filhos virão ao mundo, aliás essa é uma pergunta bem corriqueira: “Qual o dia que nasce o seu filho? ”, insinuando que a criança já tenha data e hora marcada para nascer. A nível Brasil, onde as cesáreas ultrapassam os 50% da forma de nascimento, segundo o Jornal Hoje em outubro 2015, podemos considerar que é uma pergunta pertinente. Mas quem disse que eu tenho que mandar na hora e no dia que ele irá nascer?

Lembro que quando estava grávida das crianças a pergunta era costumeira e quando afirmava que elas viriam de parto normal ouvia várias histórias, de certa forma absurdas. Resolvi bloquear os meus ouvidos à opiniões negativas sobre esse tipo de parto.

Cheguei a ouvi que era corajosa por escolher que meus filhos viessem ao mundo da forma mais natural possível. Eu escolhi não ganhar anestesias e nem episiotomia (corte no períneo). Eu nasci de forma natural, e sempre pedi a Deus que meus filhos também nascessem assim.

É muito simples agendar uma cesárea, sim, até porque nos consultórios é uma das coisas que mais os médicos incentivam e apresentam todos os motivos pelos quais ela se torna “mais segura”. Na verdade, ela é previsível, mas envolve TODOS os riscos de uma cirurgia e pós cirurgia. Pode ser menos dolorida, mas exige o dobro de cuidados no pós-operatório.

Uma frase que tirei dessa reportagem do Jornal Hoje: “A cesárea se impôs a tal ponto que, hoje, quem opta por um parto normal tem que batalhar muito para fazer valer sua vontade. ” O fato de você querer e acreditar que pode ter um parto normal, parece que você virou ET, inclusive para os meios clínicos.

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Eu gosto bastante de assistir Grey’s Anatomy, a April Kepner teve que passar por uma cesariana emergencial. É uma série de drama, ser dramático é o que eles fazem de melhor! Mas ela fala uma frase no episódio 02 da 13° temporada que me marcou: “Você (Avery) sabe como é o pós-operatório, eu nem vou poder pegá-la (filha) sem ajuda. ” Eu sei que nem todas que passam por esse procedimento são tão dramáticas quanto a April, mas é um ato que tem suas consequências, as quais muitas vezes não são ponderadas. Contudo, o que quero salientar aqui é que essa não foi a forma que Deus criou e por isso envolve muitos riscos, mesmo que sejam calculados.

Parir é algo humano, instintivo, natural que sob vigilância médica tem todas as possibilidades de darem certo! Apesar de tantas informações disponíveis na web, muitas mulheres ainda se deixam levar pelas histórias horrendas que a vizinha conta e prefere viver aquela experiência que criar a sua própria. Ser protagonista de sua história, parir seu filho da forma mais perfeita que Deus criou.

Eu defendo o parto normal, sim, porque acredito que é o melhor para ambos, porém não condeno quem opta por encarar uma cesárea. Apenas incentivo, descubra mais sobre o parto normal, sobre como ele pode ser humanizado e como há pessoas incentivando e acreditando que é possível tornar esse momento ainda mais mágico!

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Mãe do Cauê e da Catarina 🙂





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