Hoje temos uma convidada especial, a Suellen é minha amiga da igreja e compartilhamos algumas ideias, angustias e vitórias nesse lindo caminho da maternidade. Ela é uma mãe bem coruja, consciente e ativa. Sei que ela tem uma história linda de parto e também é vencedora no quesito da amamentação. Pedi para ela autorização para compartilhar com vocês o relato de amamentação da pequena Esther.

Como ela mesmo colocou para mim, muitas vezes as mães passam por desafio sozinhas e acredito que a histórias dessas duas guerreiras pode ser inspirador! Às vezes você pode conhecer alguém com dificuldades e mostrar esse texto pode ser um verdadeiro incentivo para permanecer firme em alimentar seu bebê.

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Confiram:

Esther em seu primeiro dia de vida quase não mamou, pois recém nascidos chegam ao mundo com certo estoque energético. No segundo e terceiro dia, teve dificuldades na pega, pois estava aprendendo, e eu também. Quarto dia acordo com as mamas enormes e a ponto de ingurgitarem. Esther não conseguia mamar, pois o peito estava muito inchado, o mamilo ficava escondido.
Fui ao banco de leite, fiz a ordenha e me indicaram o bico intermediário (bico de silcone) para facilitar a pega. Nesse mesmo dia, Esther foi diagnosticada com icterícia, e quanto mais mamasse, mais rápido eliminaria a bilirrubina e iria para casa. No desespero, usei o bico e ela pegou de primeira.
Em três dias, após ler sobre o uso do bico, decidimos retirá-lo e tentar novamente que pegasse direto no peito. Tive auxílio de uma consultora de aleitamento e as tentativas foram bem sucedidas. Porém, comecei a sentir dores terríveis na mama direita como se fossem agulhadas.
Após ser examinada, suspeitou-se que poderia ser fungo. Usei medicação, mas sem nenhuma melhora. As dores foram ficando mais intensas e a mama esquerda começou a doer também. O incômodo era enorme, a ponto de prejudicar minha relação com minha filha. Cada mamada era uma tortura… Choro, gemidos, e pensamento de jogar tudo pro ar.
Procurei diversos profissionais que me avaliavam e nada de errado era encontrado. Diagnosticavam como sendo sensibilidade, comum no início da amamentação, e que em breve iria melhorar.
Os dias passaram, já era mais de um mês e não tínhamos evolução. O instinto materno apitava: tem alguma coisa errada!
A pega dela era avaliada como sendo perfeita, mas sentia como se ela tivesse dentes e mastigasse meus mamilos. Doía antes, durante e depois das mamadas.
Nesta segunda-feira estava almoçando e Esther já havia mamado e começou a chorar pra chupetar o peito e dormir, como de costume. Minha mãe quis em uma brincadeira, dar o peito para ela sugar e se acalmar. De repente deu um pulo de dor, queixando-se das mesmas mastigadas que eu sentia. Através disso, descobri que o problema não era na minha mama, mas na boquinha dela!
Terça pela manhã tivemos avaliação de uma fonoaudióloga, pois achávamos que ela podia ter o freio da língua curto. Foi avaliada e a suspeita foi descartada. O problema era na “pega interna”. Esther não posicionava a linguinha em cima da gengiva em forma de concha para apertar o mamilo, então a gengiva ficava diretamente friccionando no mamilo em cada movimento, mastigando e causando dor.
A profissional ensinou a dar a ponta do dedo mínimo até a primeira falange pra ela ir treinando e em seguida dar o peito… E funcionou! Depois de 41 dias de muita luta, choro e desgaste, nosso problema foi resolvido!
Ainda sinto incômodo, em virtude dos mamilos estarem machucados, mas nada comparado ao que sentia antes. Esther terá que reaprender a mamar e eu, a amamentar. Mas temos evoluído!
Fico imensamente triste, já que ela fez confusão de bicos em virtude do uso inicial do bico de silicone, que este sim, necessita ser mastigado para que o leite saia.
Sei que muitas amigas usaram e não tiveram problemas, já outras, sofreram com a confusão de bicos, fissuras, diminuição e até interrupção da produção de leite causadas por ele.
Sugiro as mamães que pesquisem sobre as vantagens e riscos do uso de bicos artificiais antes de utilizarem, pois eles podem causar problemas caso haja desejo de amamentar exclusivamente no peito.
Minha experiência foi dolorosa, mas sinto-me orgulhosa por ter persistido e feliz por termos conseguido. Valeu a pena 😉

Agradeço as pessoas que nos apoiaram, incentivaram e inspiraram a continuar. Muito obrigada!

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Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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