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Ligação da escola, o que fazer ao receber uma?

ligação da escola - blog mamae e cia

O coração dispara, as mãos gelam e o pensamento voa longe. Se você é mãe de uma criança no Ensino Fundamental 1, sabe exatamente como é a sensação de ver o número do colégio no visor do celular no meio da tarde. Uma ligação da escola raramente é para dar parabéns pelo comportamento, ou seja, nossa mente já se prepara para o pior. No entanto, respirar fundo e manter a calma é o primeiro passo para garantir que seu filho receba o suporte necessário sem que você entre em colapso.

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Por que a ligação da escola nos tira o fôlego?

Essa reação visceral tem nome e sobrenome: hipervigilância materna. Especialmente no Ensino Fundamental 1, fase em que as crianças ganham mais autonomia física (correm mais, sobem em brinquedos maiores) e social, o nosso “radar” de proteção fica ligado 24 horas por dia.

Para a mãe empreendedora, o desafio é duplo. Existe a culpa por “parar tudo” e o medo do que aconteceu. Segundo dados do Sebrae uma grande parcela das mulheres decide empreender justamente para ter flexibilidade, mas a carga mental de gerir imprevistos escolares ainda é um dos maiores fatores de estresse na rotina produtiva. Validar esse sentimento de susto é importante, afinal, seu amor é proporcional à sua preocupação.

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Entenda os motivos comuns do contato escolar

Nem todo contato significa uma emergência médica. No dia a dia escolar, a ligação da escola pode ocorrer por diversos motivos que exigem diferentes níveis de urgência. Compreender essas categorias ajuda a baixar a adrenalina:

  • Questões de saúde súbitas: Febre, mal-estar ou dor de barriga que impedem a criança de seguir na aula. Aqui, o foco é o conforto do pequeno.

  • Incidentes físicos e acidentes: Quedas no pátio ou pequenos machucados. A escola precisa comunicar o que foi feito (primeiros socorros) e se há necessidade de avaliação médica externa.

  • Conflitos de convivência: No Fundamental 1, as relações sociais ficam complexas. Uma ligação pode ser para relatar um desentendimento que precisa de uma conversa em casa.

  • Dificuldades de aprendizagem ou foco: Às vezes, a coordenação liga para agendar uma conversa sobre o desempenho, sem caráter de urgência imediata.

Guia prático: Como agir em casos de emergência ou reuniões

Quando o telefone tocar, utilize este roteiro para não se perder na emoção do momento. Ter um “protocolo” mental salva a nossa produtividade e sanidade:

1. A técnica da escuta ativa

Antes de tirar conclusões, deixe o interlocutor falar. Anote o nome de quem está ligando (coordenadora, professora ou enfermeira) e o motivo exato da chamada. Se você estiver em uma reunião de trabalho importante, peça 30 segundos para sair da sala ou fechar a câmera. Isso evita que você misture as reações e transmita nervosismo para o seu filho ou cliente.

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2. Perguntas essenciais para o diagnóstico rápido

Para decidir se você precisa sair correndo ou se pode finalizar sua tarefa atual, faça perguntas como:

  • “Como ele está se sentindo agora? Está calmo ou chorando?”

  • “Ele está na enfermaria, na secretaria ou na sala de aula?”

  • “Quais foram os procedimentos já adotados pela escola?”

  • “Isso pode esperar meu horário de saída ou a situação exige minha presença imediata?”

3. Gestão da crise no trabalho

Se você precisar sair, não se desculpe excessivamente por ser mãe. Seja profissional e direta: “Surgiu uma emergência familiar e precisarei me ausentar. Retomo os contatos em X horas”. Isso mantém sua autoridade profissional enquanto você exerce sua prioridade materna.

Construindo uma rede de segurança com a escola

Para que a próxima ligação da escola seja menos estressante, a prevenção é o melhor caminho. A parceria entre família e escola é a base para o desenvolvimento infantil saudável no Fundamental 1.

  • Atualização de dados: Verifique se a ficha médica do seu filho está em dia (alergias, tipo sanguíneo, contatos).

  • Lista de contatos de confiança: A escola deve ter pelo menos três números de emergência. Se você não puder atender, quem é a segunda pessoa? O pai, uma avó ou uma madrinha? Deixe isso claro na secretaria.

  • O valor das reuniões: Nem toda reunião é sinal de problema. Use esses momentos para alinhar expectativas e entender como a escola lida com intercorrências. Quanto mais você confia no protocolo da instituição, menos medo terá do telefone tocar.

O acolhimento que você merece

Lembre-se: imprevistos fazem parte do “pacote” da maternidade. Ter que lidar com uma ligação da escola no meio de um lançamento ou de um dia produtivo não faz de você menos profissional ou menos dedicada. Faz de você uma mulher real, que gerencia múltiplas frentes com maestria.

Mantenha-se informada e acolhida

Sabemos que a jornada da maternidade com o empreendedorismo é um desafio constante, mas você não precisa trilhar esse caminho sozinha. Quer receber mais dicas estratégicas, guias de organização e aquele acolhimento que só quem vive a rotina entende?

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