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Exercício Físico Após Os Filhos Não é Tão Simples Assim

Exercício Físico após os filhos não é tão simples assim

Existem aquelas mulheres que são super regradas na atividade física. Existem outras que se descobriram na gravidez, para manter a saúde saudável  nesse período. Há ainda aquelas que não gostaram dos quilinhos que sobraram do parto e resolvem fazer atividade física para queimar as calorias extras. Independente de qual grupo você pertencer, talvez você possa se identificar com o texto de hoje.

A verdade é que exercício físico deveria ser praticado em todas as nossas fases de mulher. Por quê? Simplesmente porque nosso corpo não foi feito para a inércia – por mais gostosa e atrativa que ela seja!

Se analisarmos nossas ancestrais, iremos nos deparar com mulheres ativas na sociedade e em casa. Minha avó, por exemplo, cuidado do sítio, dos filhos e da casa.  Para lavar roupas, ela precisava descer morro abaixo até o riacho e depois subir tudo de novo. A vida moderna nos trouxe tanto conforto e praticidade que poderíamos aproveitar e colocar o corpo para se mexer, certo?

Confesso que a teoria disso tudo é muito linda e nós nos inspiramos e motivamos. Porém quando nos deparamos com a realidade, não é bem assim! Já me senti muito nessa vibe: queria muita fazer exercícios, meu corpo necessitava se mexer e já estava dando indícios de estresse por conta do sedentarismo, mas não havia espaço na agenda. E nessa hora você ouve os experts na vida alheia:

Tudo é questão de prioridade

Concordo plenamente! E por mais importante que a saúde física seja, ela ainda não supera a minha sanidade mental – falando sobre mim, ok?! – Eu trabalhava das 7:30 às 17h30, saia de casa às 7h da manhã e voltava só às 18h30. Ao chegar em casa, tudo que eu queria era 5 minutinhos de silêncio para me recompor, o que não acontecia claro! Era aquela loucura de dar comida para as crianças, banho, shake, contar histórias, oração e dormir. Porque no outro dia, tínhamos que recomeçar tudo novamente.

Isso quando eles queriam a minha companhia e eu deitava com eles do jeito que estava, ou seja, de roupa do dia, sem banho, sem comer e sem escovar os dentes. O cansaço dominava e eu simplesmente dormia junto com eles. O marido, às vezes conseguia me acordar e me mandar para cama, mas tinha dias que eu só acordava de madrugada e ia para o meu quarto.

Isso é realidade materna! Se isso nunca aconteceu com você, que bom! Porque comigo aconteceu tantas vezes que até parei de contar.

Quando as crianças estavam mais de bom humor, eles até deixaram eu tomar um banho rapidinho, ou quando eles dormiam cedo, eu até conseguia comer alguma coisa pelas 21 horas. Novamente, isso não foi uma e nem duas vezes que aconteceu.

Nessas circunstâncias, quem em sã consciência quer sair de casa para ir para a academia? Se você é daquelas mulheres muito empenhada: PARABÉNS! Tens a minha admiração e respeito, porque na verdade, eu não tinha a menor vontade, desejo ou força que me fizesse me movimentar.

Quando a neura toma conta e você odeia seu guarda-roupas

Tive essa fase também, na verdade eu acho que ainda estou fazendo as pazes com o guarda-roupas, tá! Eu fiz uma consultoria de imagem com a Thayse Deretti ano passado e isso, me abriu muito a mente, entendi quais as cores que mais combinam com meu tom de pele, aprendi muito, de verdade! Mas a verdade é que certas roupas ainda ficam desconfortáveis por conta dos pneuzinhos. Eu era chapada (agora eu percebo isso… kkkkk) usava muita blusinha justinha com blazer, e agora as blusinhas justas já não rolam, se é que você me entende? E isso tudo é consequência: da última gestação, da falta de exercícios físicos e de uma alimentação saudável mais regradinha.

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Não são muitos quilinhos, na balança é apenas cinco, mas tenho certeza que para auto estima que uma tonelada é pouco. As pessoas dizem que sou magra, etc e eu já tentei “mostrar” que não sou, isso porque ela estão utilizando um parâmetro e que não dá para ser usado. Por exemplo: você é mais magra que eu, você é magra para quem já tem dois filhos, etc… Na verdade, o que as pessoas pensam e a maneira que elas comparam não vai fazer diferença para minha autoestima, porque sou eu quem fica brigando com o guarda-roupas, sou eu quem se olha nua no espelho e vê as “sobras”. Então, desencanei, só sorrio e agradeço. Porque não vai mudar a opinião delas, eu expor as minhas dificuldades, entende?

A hora da mudança

Se algo está ruim, não pode ficar do jeito que está, certo? É preciso ação e isso quer dizer: movimento.

Comecei a me questionar o que era preciso fazer para eu me sentir melhor, quais mudanças seriam necessárias e uma delas era o meu trabalho. Precisava fazer algo que me permitisse ter algum tempo livre para fazer atividade física de manhã sem interferir no restante do meu dia.

Comecei orar pedindo que Deus encontrasse algo que eu me identificasse e que se encaixasse nas minhas necessidades. Eu não sabia o que procurar, mas sabia que tinha alguém do meu lado me ajudando e me preparando para o que Ele iria me proporcionar.

Do meu objetivo na balança, ainda estou longe, mas estou feliz pelo fato de que hoje estou em um trabalho em que o meu horário me possibilita fazer atividade física antes de começar. Estou feliz porque estou me mexendo, estou fazendo atividade física após a chegada dos filhos. Porque antes é bem mais fácil, não é mesmo?

Ouço algumas mães na academia comentando que não vieram tal dia porque tinham que levar o filho ao médico ou que era feriado e não tinham com quem deixar a criança, esse tipo de coisa. Essa é a vida de mãe real, que se sacrifica para poder cuidar dos filhos, da casa, do marido e que se sobrar um tempinho, ela cuida de si.

Não que ela queira que seja assim, mas é como a vida é. Eu sei porque só faltou eu ouvir “tu não faz exercício físico porque não quer”, mas ficou nas entrelinhas, sabe? Não, eu não fazia atividade física depois que as crianças nasceram por N fatores, e hoje sou grata porque estou conseguindo.

Confesso que não é todo dia que eu acordo inspirada para ir para a academia, mas tem sido muito legal ir, quando estou lá tento desafiar meu corpo, exigir um pouquinho mais e assim vai indo. Tem uma mulher de 53 anos na academia, o corpo dela é mais sarado que o meu. Olhei para ela e pensei: “Quero chegar na idade dela assim: inteirona!” Só que eu não faço a menor ideia dos sacrifícios que ela já fez ao longo desses anos. Não dá para se comparar, mas com certeza dá para se inspirar!

E vocês, se identificaram com alguma parte do texto? Lembra de comentar aqui embaixo:

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!

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