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Comparações: nenhuma criança é igual a outra

Comparações: Nenhuma Criança é Igual A Outra

A criança não precisa nem ter nascido para que já sofra da “síndrome da comparação”. Não sei se esse termo existe, contudo é uma prática muito comum. As gestantes comparam suas barrigas, tempo de gravidez, sintomas, uma espécie estranha de competitividade, afinal, não há ganhadoras. Se você é mãe de dois ou convive a todo instante com crianças já sabe que nenhuma criança é igual a outra e que comparações geram frustrações e prejuízos emocionais.

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Comparar pesos e medidas

O tamanho e o peso geralmente são os primeiros dados que comparamos” dizem os autores Gary Champam e Shannon Warden do livro Ah, se eu soubesse!, publicado pela editora Mundo Cristão. Como participei de fórum de gravidez e depois do de bebezinhos, via essa preocupação constantemente, fato que levava muitas mães a complementarem o aleitamento materno com fórmulas sem ter necessidade ou mesmo orientação médica para isso.

Se essa preocupação se estender à medida que a criança cresce pode haver prejuízo para sua autoestima, tornando-a insegura com relação ao seu peso e corpo.


Adotar uma atitude positiva e lidar com a questão do corpo de forma sadia pode reduzir o estresse dos pais e também aumentar a autoestima da criança e suas habilidades de enfrentar os problemas de forma positiva”. (p.47). Por isso, os autores indicam procurar auxílio profissional para acalmar as preocupações desnecessárias dos pais e orientação alimentar para a criança de modo que enfrentem e tenham êxito diante dos desafios relacionados a peso e altura.

Enjoado para comer

Meus dois filhos sempre comeram muito bem, não são de comer variedades, gostam da comidinha básica mesmo – arroz, feijão, macarrão – e normalmente costumam repetir. Quando começou a fase de introdução alimentar na escola da Catarina várias vezes ouvi ou li na agenda recadinhos sobre como ela comia muito bem, repetia duas vezes e que a porção do prato dela era sempre mais abundante. Não era discriminação com as outras crianças, o fato é que ela realmente comia muito bem desde bebezinha. Se o amiguinho do lado bobeasse muito ela já ficava de olho na comida dele, rs. Por incrível que pareça, meus filhos nunca foram acima do peso e nem abaixo, são saudáveis!

Por outro lado, convivi com amigas minhas que comentavam comigo como seus filhos não comiam muito, sempre aquele prato de passarinho: devagar e pouquinho. Ouvia suas admirações pelo fato de que a Catarina comia bem. Às vezes podemos desejar que as crianças seja parecidas em alguns quesitos de outras, mas é uma verdade que precisamos aceitar: nenhuma criança é igual a outra.

Mas cá entre nós, precisamos ser sinceros ao admitir que não gostamos de todos os alimentos, temos nossas preferências tanto para o alimento quanto para o modo de preparo. As nutricionistas sempre nos alertam da importância de oferecer o alimento várias vezes e também de diferentes formas – cozidos, crus, BLW, papinha, sopa, etc. Essa é uma forma de incentivar as crianças a experimentar o alimento e também absorver os nutrientes necessários para o funcionamento do corpo.

E tenha em mente que à medida que eles crescem irão experimentar os alimentos, até mesmo aqueles que eram reticentes. Aqui em casa utilizo o método de conscientização, do qual falo da importância que aquele alimento tem para o corpo, quais nutrientes ele tem e os benefícios daquele nutriente para o corpo. Funciona muitas vezes, outras não, mas de todo jeito sigo tentando. O Cauê não come brócolis, mas nem por isso deixo de oferecer. Teve uma vez que não tinha espinafre para colocar na sopa e falei para ele que iria colocar brócolis e que não sentiria o sabor. Provou, gostou e repetiu… Agora não temos mais tanto problemas com esse vegetal, pelo menos não na sopa, rs!

Existe “quantidade” certa de sono?

Especialistas criaram uma tabela padrão do sono das crianças, mas isso não é via de regra. Todas as crianças precisam dormir, porém a quantidade e os horários de dormir podem variar de acordo com cada criança.

Conheço uma família que seus filhos sempre vão dormir depois das 22h, desde bebês. Aqui em casa, Cauê, nosso filho mais velho, sempre dormia cedo quando bebê, às 20h era o seu horário limite e como consequência, às 6h da manhã já estava com pique total. E eu bugada por conta do sono interrompido na madrugada e foi assim – para mim – até os quatro anos. A minha filha já é mais “resistente” ao sono e dorme por volta das 21h, de manhã cedo para ir para a escola às vezes faz manha. Mas se é fim de semana, acorda às 6h ligada nos 220V.

Meus filhos não são de acordar tarde, não é o padrão de sono deles. Não importa se é fim de semana, feriado ou férias. O padrão de sono deles é esse. Gostaria que eles dormissem até mais tarde? Bom, teve vezes que sim, já desejei isso. Mas de modo geral, gosto mais que acordem cedo e estudem de manhã, o dia rende mais e melhor.

Bom se há algo que preservamos desde que eles eram recém-nascidos e sempre funcionou muito bem aqui em casa é a rotina do sono. Sempre no mesmo horário tomam banho, fazemos a leitura de um livro, oração, conversamos um pouco, depois é beijinhos, abraços e boa noite. Tem dias que eu durmo junto, por motivos óbvios de cansaço que faz parte da rotina de uma mãe que trabalha fora.

“Para casais com dois filhos pequenos, talvez seja necessário cada cônjuge tomar conta de um dos filhos. Caso o bebê acorde e passe a chorar, um dos pais tem de acudi-lo. Pode ser que a criança esteja com fome, frio, molhada ou mesmo doente. A rotina noturna de trocar fraldas e alimentar a criança deve ser feita o mais rápido e silenciosamente possível. Não ligue luzes desnecessárias, não fale alto nem brinque com o bebê. A noite é para dormir. Essa prontidão em tratar as necessidades do bebê cria nele a noção de que seus pais o amam e estão comprometidos em ajuda-lo em todas as circunstâncias. Essa forte ligação emocional entre pais e filho ultrapassa o custo das noites mal dormidas cuidando dele.” (p.51)

Crianças doentes

A saúde física é a quarta diferença que os autores do livro “Ah, se eu soubesse!” trazem como características de comparação entre as crianças. Umas são mais susceptíveis a ficarem resfriadas ou serem alérgicas com mais frequência que outras. Meu filho costumava ter muitas dores de ouvido, já minha filha desenvolveu uma alergia na pele, isso é mais uma demonstração de que nenhuma criança é igual a outra.

“Ver um filho adoecer nunca é agradável. Afeta a rotina escolar da criança e o horário de trabalho dos pais, causando estresse e esforço extra. Quando um filho adoece, não há como seguir com a vida normalmente. É importante, portanto, os pais planejarem com antecedência quem vai cuidar da criança quando ela adoecer. A boa notícia é que a maioria das doenças infantis são temporárias e podem ser tratadas com medicação e descanso”. (p 52)

Crianças teimosas ou tranquilas – as diferentes personalidades

As pessoas possuem temperamentos ou personalidades diferentes. As crianças também! A personalidade é a forma como uma pessoa (ou criança) se comporta e reage às circunstâncias da vida. Não existe uma personalidade melhor do que a outra, são apena diferentes. Compreender isso fará toda diferença no modo como você educará seus filhos.

Crianças têm personalidades diferentes. A maioria dos futuros pais não pensa muito nisso. Quando o bebê chega, nós beijamos sua cabecinha sem jamais imaginar que brigaremos com ele por desenhar na parede com giz de cerra. Refletir sobre o fato de que as crianças têm personalidades diferentes ajuda a compreender o comportamento dos filhos. Não elimina a responsabilidade paterna de ensinar e educar, mas ajuda a compreender que algumas crianças terão mais dificuldade para reagir positivamente ao encontrarem novas pessoas, ou para completarem tarefas ou se sentar em silêncio na igreja”. (P.54)

 

Como nós também não somos perfeitos, vai acontecer de comparar nossos filhos entre si ou com outras crianças. Mas é interessante relembrar como nos sentíamos quando nossos pais nos comparavam com outros, o sentimento que aquilo nos causava. Lembro que eu me comparava com outras meninas e por vezes me sentia muito triste comigo mesma por não ser como elas.

Conversar com seu cônjuge sobre o fato de que nenhuma criança é igual a outra e até mesmo combinarem uma palavra-código para quando escorregarem por esse caminho, pode ajuda-los a se policiar nesse quesito. Para que nossos filhos se valorizem pelo que são e tenham sua identidade firmada no amor que sentimos por eles, por serem que Deus os criou para ser.

Deus não criou nenhuma criança para ser igual a outra. Precisamos declarar para eles que os amamos pelo fato de serem únicos, nas qualidades e nos defeitos. Declarar que nos orgulhamos e que sempre podem contar conosco. Essas palavras têm poder para impulsionar o futuro dos seus filhos, acreditem!

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