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Os berços ainda são os mesmos?

A importância dos berços permanece desde a antiguidade

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A hora de comprar o berço ideal para o bebê é sempre um momento marcante. Seja entre pais de primeira viagem ou pessoas mais experientes, é preciso levar em conta diversos fatores para oferecer o melhor ao filho: espaço do cômodo, conforto, praticidade e funcionalidade.

Assim como diversos produtos do segmento infantil, o berço passou por uma longa evolução até chegar aos moldes vistos no mercado atualmente. Além do próprio formato, os materiais atualizaram-se e novas utilidades foram atribuídas ao produto, a fim de facilitar diversas etapas do crescimento do bebê.

“O mercado avançou muito e é possível perceber isso até mesmo nas opções de cores. Há uns anos, por exemplo, todos os móveis eram brancos, mas hoje temos berços em madeira, coloridos e muito mais”, afirma o CEO da empresa de produtos infantis Lilibee, Fabio Branco.

Dos berços de séculos passados até os móveis “três em um” dos dias de hoje, muitos aspectos do produto se alteraram. Entretanto, a importância do item para a chegada da criança se mantém em diferentes culturas e épocas.

Os primeiros berços

O berço não é um produto da modernidade, pelo contrário. Há registros do objeto há séculos a.C, ainda no Egito Antigo, quando as famílias contavam com composições de fibra de junco e tecidos para abrigar o bebê nos primeiros meses de vida. Nesse contexto, o berço se assemelhava a um cesto, sem necessariamente conter pés que tornassem o móvel mais alto.

O item também era uma forma de expor status social de realeza, assim, faraós contavam com a adição de jóias nos berços de seus filhos para reafirmar seu poder. Além disso, quanto mais rica era a origem do bebê, melhor a qualidade do material utilizado. Por isso, em vez de junco, como muitas pessoas utilizavam, famílias reais contavam com madeiras importadas, como ébano.

Os formatos semelhantes aos berços vendidos atualmente começaram a ser fabricados a partir do século XVII. Porém, continuavam sendo peças importantes para salientar a riqueza de determinado grupo. Por isso, uma prática na época era apostar em berços resistentes, que pudessem ser passados de geração a geração, como uma herança de família.

Funcionalidade é característica chave atualmente

Diversas mudanças podem justificar a demanda por berços mais práticos e funcionais. A entrada de muitas mulheres no mercado de trabalho, o excesso de funções para ambos os pais e, até mesmo, a necessidade de economia fizeram com que cada vez mais pessoas procurassem produtos que pudessem ser úteis em vários contextos.

Um sucesso no mercado, por exemplo, é o berço três em um. O item é adaptável em três tamanhos: mini berço, para os primeiros meses de vida, berço para quando o bebê já estiver maior e pode até mesmo se tornar uma cama pequena, para crianças de até cinco anos.

“A principal vantagem desse tipo de berço, que justifica a peça ter tanta procura em nosso site, é permitir a utilização inicial como mini berço, que serve naquele momento em que muitos pais gostam de deixar o bebê ao lado da cama de casal”, explica Fabio Branco.

O custo benefício da peça chama atenção dos clientes. Além de durar por bastante tempo, pode ser encaixado em diversas decorações e estilos de quarto – para crianças de ambos os gêneros.

No contexto de obter mais funcionalidades no mesmo item, alguns berços podem ter até mesmo colchões de puxar e cômodas inseridas no mesmo móvel – facilitando a troca de roupas e fraldas.

“É uma novidade já conhecida do mercado: as possibilidades de transformações. Atualmente é possível transformar os móveis em funções até pouco relacionadas com o propósito original, como mesa de estudo, cadeira etc”, afirma Branco.

Berços 3 em 1 acompanham o crescimento do bebê (Fotos: Lilibee/Divulgação)

Berços tecnológicos ganham espaço

Com auxílio de tecnologia, berços com técnicas e ferramentas específicas começam a ser uma aposta para o futuro do mercado. Aparelhos de sons inseridos para tocar canções de ninar e ferramentas que movimentam o item, assim que há sinais de que o bebê acordou, são algumas das promessas de marcas internacionais.

Apesar de muitos produtos do segmento não serem acessíveis ao mercado tradicional, é uma previsão de que, cada vez mais, os berços serão mais do que o local em que o bebê dorme e, sim, uma ferramenta útil para o dia a dia dos pais – como já é possível observar em muitos itens à venda atualmente.

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