A criança é um livro a ser descoberto. Não sei se você já parou para pensar dessa forma! Mas muitas vezes somos surpreendidas não apenas pelo seu desenvolvimento motor e físico, mas pelo seu intelecto. Por volta dos 3 anos de idade, o Cauê passou pela fase do porquê, estilo Luna “Por que o céu é azul? ”, “Por que o cachorro late?”… E assim por diante. Uma vez superada a fase com várias respostas plausíveis e muitos “porque sim”, eis que ela retorna.

Oi? Como assim ele está querendo saber o porquê de tudo de novo??

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Eu não sabia, mas a partir dos seis anos de idade é normal que as crianças comecem a argumentar e não basta responder simplesmente porque sim. Sexta é dia do brinquedo e ele queria levar as cartas para brincar de jogo da memória ou rouba monte, mas respondi que não. Ele me questionou porquê e só falei porque não. Ele fala: “Mãe, eu fiz uma pergunta e eu quero saber o motivo porque eu não posso levar o jogo de cartas para a escola. ”

Uau!!!

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Confesso que fui pega de surpresa nessa fase, claro que eu acabei explicando que existia a possibilidade dele perder alguma carta e que ficaria triste se isso acontecesse. A autora do livro Como educar filhos com limites e amor, no capitulo que fala sobre as crianças de 6 a 12 anos, Maria Luisa Ferrerós diz que “nessa idade eles adoram usar recursos intelectuais para nos tirar do sério, de uma forma intencional. Nosso filho já deixou de ser um bebê e começa a nos mostrar sua própria maneira de fazer as coisas. Já tem recursos suficientes, tanto emocionais quanto intelectuais. As ordens já não lhe servem, pede argumentos. ”

Mas ela ainda ressalta que “os pais serão, durante um tempo, seu ponto de referência, e seus desejos de independência vão se misturar com uma forte necessidade da presença dos pais e de suas manifestações de carinho, embora não as peçam e em público pareça que as rejeitam. ”

Pelo visto essa é mais uma fase que vai exigir de nós pais, um pouco mais de paciência, compreender que eles estão crescendo e que essas mudanças são positivas, pois é sinal de que eles não se contentam com meras explicações. Dessa forma eles estão ampliando os horizontes, criando novos conceitos, estabelecendo suas personalidades.

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Vida de mãe e pai é assim, aprendendo com eles e por eles.

Nos moldamos as suas novas experiências. Mas o mais importante de tudo é continuar fazendo com que eles se sintam valorizados pelas suas conquistas, incentivados perante seus medos, e demonstrar que os amamos incondicionalmente do seu bom ou mau comportamento. Lembrar que nós somos como um espelho para eles, por isso, é preciso que nos vigiemos em atitudes e palavras.

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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