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Saúde bucal feminina e as oscilações hormonais

Descobrir uma gestação inaugura uma rotina intensa de consultas, exames de sangue e ultrassonografias. No entanto, no meio de tantas novidades e sintomas comuns dos primeiros meses, muitas mulheres se assustam ao escovar os dentes e notar sangue na pia. O sangramento da gengiva pega a mulher desprevenida e gera insegurança imediata. Nesse período de tantas transformações físicas, manter os cuidados com a saúde bucal não é apenas uma questão estética, mas sim um passo essencial para proteger a saúde da mãe e o desenvolvimento pleno do bebê.

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A verdade é que as alterações hormonais deixam a boca muito mais sensível a qualquer resíduo alimentar. Quando a rotina consome o dia e o cansaço dos primeiros meses aperta, ver a gengiva vermelha e dolorida traz desconforto e preocupação. Entender como os hormônios atuam no organismo afasta o desespero e mostra atitudes simples para proteger o sorriso durante a gravidez.

O que provoca o sangramento na gengiva durante a gestação?

Durante a gravidez, a placenta eleva os níveis de estrogênio e de progesterona na circulação. Conforme explica o Dr. Dan Nayot, endocrinologista reprodutivo e especialista em fertilidade, esse aumento hormonal eleva o fluxo de sangue nas mucosas do corpo todo, tornando o tecido gengival muito mais reativo e vascularizado.

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A ginecologista e obstetra Dra. Anne Antonellis, do Mount Auburn Hospital (hospital afiliado a Harvard), destaca em entrevista à revista Parents que essa alteração biológica reduz a resposta imunológica local da boca contra as bactérias. Isso significa que mesmo pequenas quantidades de placa bacteriana, que antes não causavam incômodo, passam a provocar inflamação acentuada, vermelhidão e sangramento na gengiva, quadro conhecido como gengivite gravídica.

Além disso, os episódios comuns de enjoo e refluxo gástrico no primeiro trimestre banham a boca com ácido estomacal. Essa acidez constante enfraquece o esmalte dos dentes e irrita a margem gengival, agravando a sensibilidade ao mastigar e ao escovar.

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Por que a infecção na gengiva coloca a gestação em risco?

Muitas famílias ainda acreditam no mito popular de que a gestante não deve realizar tratamentos dentários. No entanto, o cirurgião-dentista Dr. Sandip Sachar, do Sachar Dental em Manhattan e membro de comitê da New York Dental Society, alerta que deixar a gengivite sem controle pode levar à periodontite, estágio em que a infecção atinge os tecidos profundos e o osso de sustentação dos dentes.

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As diretrizes do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) em conjunto com a Associação Dental Americana (ADA) comprovam que a inflamação periodontal crônica libera mediadores inflamatórios na corrente sanguínea da mãe. Essas substâncias inflamatórias no organismo têm ligação comprovada com o desencadeamento de contrações uterinas precoces, elevando o risco de parto prematuro e de bebês com baixo peso ao nascer.

Por isso, o acompanhamento odontológico no pré-natal é considerado seguro e indispensável em qualquer trimestre da gestação, sendo o segundo trimestre a fase mais confortável para profilaxias e raspagens preventivas.

Práticas essenciais para os cuidados com a saúde bucal

Para manter a boca protegida sem agredir a mucosa sensível e sem perder tempo na rotina corrida, os especialistas orientam medidas diárias bem pontuais:

  • Adotar cerdas extramacias: o Dr. Sandip Sachar reforça a importância de usar escovas de cerdas muito macias, aplicando movimentos circulares suaves para remover a placa sem ferir o tecido gengival já inflamado.
  • Manter o uso correto do fio dental: passar o fio dental diariamente remove os resíduos acumulados entre os dentes que a escova não consegue alcançar, impedindo a proliferação bacteriana.
  • Atenção imediata após episódios de enjoo: nunca escove os dentes logo após vomitar, pois a fricção das cerdas sobre o dente banhado em ácido desgasta o esmalte. O correto é realizar bochechos com água pura ou com água misturada a uma colher de chá de bicarbonato de sódio para neutralizar a acidez, esperando trinta minutos para a escovação normal.
  • Agendar a limpeza profissional no pré-natal: realizar a limpeza no consultório dentário garante a remoção de tártaro resistente e previne quadros infecciosos que possam comprometer a gravidez.

Ao adotar esses cuidados com a saúde bucal com regularidade e tranquilidade, a mulher alivia o desconforto gengival, afasta complicações sérias e protege o desenvolvimento do seu bebê com total serenidade.

 

Saúde bucal na menopausa

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 Outra situação bastante incômoda e comum às mulheres na fase da menopausa é a osteoporose. Ela induz à perda óssea nos maxilares, principalmente, nos casos em que já existem infecções periodontais instaladas.

 Mesmo quem não está na menopausa ou é gestante deve ficar atenta aos sinais do corpo. A saúde bucal é, constantemente, afetada pelos hormônios. Por causa das oscilações, levam a tecidos gengivais edemaciados, aftas, inchaço e sangramento gengival nos dias que antecedem o início do fluxo menstrual.

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 Para evitar todos esses problemas relacionados ao universo feminino, as mulheres devem ficar atentas à prevenção. “Ter uma alimentação saudável, uma boa e regular higiene bucal e fazer visitas de rotina ao dentista vão segurar uma boa saúde geral e, consequentemente, também bucal”, explica a cirurgiã dentista Débora Molon.

Fontes Consultadas

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