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Mitos e verdades sobre o uso de máscaras por crianças

A segunda onda do Covid está aí e, mesmo com a vacinação começando, ainda vai levar alguns meses para que toda população seja imunizada. Lembrando que apenas maiores de 18 anos receberão as doses da vacina. De qualquer forma, até a pandemia acabar 100%, o uso da máscara continuará sendo obrigatório.

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E como sabemos que esse é um tema cheio de mitos, a Pediatra Dra. Felícia Szeles, esclarece as principais dúvidas sobre o tema:

  1. Crianças assintomáticas não precisam usar máscara.

    MITO. A maioria das crianças são assintomáticas e sabemos que transmitem menos que os adultos, mas ainda assim são disseminadoras do vírus. Por isso, o uso da máscara é obrigatório.

  2. Bebês não devem usar a máscara.

    VERDADE. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Academia Americana de Pediatria (AAP), recomendam o uso apenas para maiores de dois anos, já que antes dessa idade existe o risco de sufocamento.

  3. Antes de sair de casa com a máscara, é importante fazer uma adaptação com a criança.

    VERDADE. Se a máscara não é tão confortável para os adultos, imagine para as crianças. Por isso, não dá para já sair de casa sem antes uma adaptação para evitar que a criança fique toda hora mexendo na máscara e colocando as mãos nos olhos e até nos pais.

  4. Todas as crianças podem usar a máscara a partir de dois anos.

    MITO. Apesar da SBP e a AAP recomendarem a partir dos dois anos, só o Pediatra que faz o acompanhamento poderá indicar o melhor. Cada criança tem uma particularidade de desenvolvimento cognitivo e de doenças que podem ser prejudicadas com o uso da máscara, como doenças neurológicas, e asma.

  5. Todos os adultos devem usar a máscara juntos com as crianças.

    VERDADE. A criança tem sempre como referência as pessoas que mais convive, por isso, o exemplo é fundamental na hora de explicar a importância de se proteger com a máscara.

“Sei que nem sempre é fácil mostrar para a criança a importância de usar a máscara, principalmente as mais velhas, que já têm a memória de não precisar usar. Por isso, uma dica é fazer essa adaptação de forma lúdica, dentro de casa, que é um ambiente seguro. E quanto mais tratarem a máscara como algo leve e divertido, menores as chances de resistência”, completa a Dra. Felícia.

 

Dra. Felícia Szeles
Formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC – Campinas), é especialista em Pediatria e Alergia e Imunologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Pediatra nas áreas de Puericultura, Infância e Adolescência, também realiza acompanhamento pediátrico pré-natal em gestante. Como Alergista, atua com foco no atendimento infantil.
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