Oiii meninas… tudo bem???

 

Com duas crianças a questão tempo é bem diferente. Eu realmente não tinha a menor noção de como crianças consomem nosso tempo…

A data prevista para o parto era dia 13/01, mas como toda mãe (imagino eu) estava super ansiosa e torcendo para que ela viesse antes da data prevista. A cada virada de lua era uma expectativa frustrada. Nem o sinal do tampão mucoso aparecia, nem contrações mais convincentes… De fato eu ficava super desanimada!

Meu pré-natal fiz em outra cidade, a 40 minutos de distância e até pensei em ganhar a pequena lá. Mas quando descobri que todo o sistema SUS tinha mudado e que agora os pais poderiam ficar acompanhando as mães na maternidade fiquei desapontada. Desapontada sim, porque a possibilidade de eu estar sozinha em um quarto coletivo era quase nula. E sinceramente eu não estava muito afim de encarar outros pais… sei lá! Enfim, foi aí que decidi encarar a maternidade da cidade que estamos morando.

Com a médica de férias e época de festas, eu comecei a fazer acompanhamento semanal na maternidade para ouvir o coração da bebê. Graças a Deus tudo certo…

Nós chegamos aonde eu não imaginava que chegaria… nas benditas 40 semanas! A médica de plantão foi um anjo… porque nessas alturas eu já tinha desistido de tudo, achava que iria pra indução e blá blá blá… Ela teve paciência e conversou comigo e me incentivou a tentar meu parto natural! Olha que eu já estava com dilatação de 3 cm há uma semana e não tinha sinal de trabalho de parto ativo eminente!

Conversa terminada com a médica, voltei a minha rotina de trabalho. Foi eu entrar no escritório e as contrações iniciaram… mais fortes e um tanto doloridas, do tipo que não tem como disfarçar com clientes, sabe! 🙂 As meninas ficaram todas animadas que “é hoje!” elas diziam…

Fui pra casa com meu filho mais velho, caminhei, caminhei e nada das contrações criarem um ritmo. Cansada resolvi deitar. Depois que acordei fui arrumar as coisas pra levar pra maternidade, a mala do pequeno para dormir na minha sogra. Às 20h fomos para a sogra e aproveitei caminhar depois de uma chuva refrescante. E nada das contrações criarem ritmo… fui dormir! hahaha

Meia-noite eu acordo com contrações e vou ao banheiro, inicia o trabalho de parto ativo, com contrações ritmadas e saída do tampão mucoso. Calculo mais ou menos o processo de dilatação e imaginei que as 4:30 iria para a maternidade. Volto dormir… e a cada hora acordo com contrações, vou ao banheiro, mais tampão e volto dormir. Isso até às 3:00, horário que as contrações não permitiram mais que eu continuasse descansando. Não acordo meu marido, espero mais uma hora, acompanhando o intervalo das contrações.

Quando é 4:15 a dor já não é mais tão tranquila, acordo o marido e vamos para a maternidade. Cheguei e sou diretamente encaminhada a maternidade, na cadeira de rodas. Bato na porta de pré-parto e conto que as contrações estão em intervalos de 3 para 2 minutos. Me encaminham para sala de exames e eu estou com 8 cm de dilatação. \o/

O tempo passa voando, as contrações aumentam a intensidade e eu começo a fazer força para o nascimento até que chega em um momento eu falo para enfermeira que eu achava que estava vindo.

Durante uma contração vou caminhando para a sala de parto (pior sensação ever) e lá o médico fica olhando e as enfermeiras orientando. Aliás, foi muito bom prestar atenção ao que as enfermeiras diziam. Detalhe a bolsa ainda estava intacta. Comecei a fazer a força, não queria episiotomia, a bolsa rasgou um pouquinho a minha pele, doeu! Na terceira força eu entendi como fazer acontecer, reuni forças  e a bolsa estourou. Depois só fui medindo a mesma força para o nascimento dela. Nasceu, eu vi nascer. Sem nenhuma dobra do cordão no pescoço, de maneira linda… o médico só teve o trabalho de segurá-la e colocá-la em meu peito. Segurei sua pequena mão e quase não acreditei!

Chegamos às 4:40 na maternidade. Ela nasceu às 5:40 de apgar 8/9, pesando 3,350 kg e medindo 52 cm, com 40 semanas e 1 dia.

Recebemos alta 36 horas depois…

Quanto ao atendimento do Hospital e Maternidade de Jaraguá do Sul, só posso elogiar. Fui muito bem atendida, superou minhas expectativas. Quando o parto terminou, só pude agradecer ao médico que respeitou o parto que eu queria… sem intervenções.

 

A maioria das pessoas tem medo de parto normal por causa da dor, mas é incrível que quando nasce o bebê e colocam juntinho com você a única coisa que a gente percebe é que cada dor valeram a pena e se tivesse que passar de novo por isso, você passaria. É simplesmente mágico, a dor desaparece!

 

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Mãe do Cauê e da Catarina 🙂





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