Cebolinha

 

O pequeno tinha alguns erros ao pronunciar as palavras, mas nada tão marcante quanto o R pelo L. Algumas palavras ele até falava certo e outras a pronúncia saía tlocada.

Até então não sabia que existia um nome para essa dificuldade de algumas crianças: Dislalia.

A dislalia (do grego dys + lalia) é um distúrbio da fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras. Basicamente consiste na má pronúncia das palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando um fonema por outro ou ainda distorcendo-os ordenadamente.

A falha na emissão das palavras pode ainda ocorrer em fonemas ou sílabas. Assim sendo, os sintomas da Dislalia consistem em omissão, substituição ou deformação dos fonemas.

Fonte: Clube da Fala

Tinha conversado com uma profissional em determinado momento do ano passado para saber se deveria levar meu filho na fonoaudióloga logo, para começar a tratar essa dificuldade. Na ocasião ela falou que era normal crianças até os cinco anos falarem errado e a medida que vão sendo alfabetizadas esse erro começa a desaparecer da linguagem dela.

No Clube da Fala, trás basicamente a mesma coisa:

“Até os quatro anos, os erros na linguagem são normais, mas depois dessa fase a criança pode ter problemas se continuar falando errado. A Dislalia, troca de fonemas (sons das letras), pode afetar também a escrita. Um caso clássico característico portador de dislalia são os personagens Cebolinha da Turma da Mônica o Hortelino Troca-Letras (“Elmer Fudd”) do Looney Tunes, que sempre trocam o “R” (inicial e intervocálico) por “L”, no caso de Hortelino, o “R” final também é afetado.”

Ou seja, se seu filho tem alguma dificuldade na fala, vale a pena uma conversa com o profissional para ver qual o estado da dislalia dele para saber se já deve ou não começar a tratar. Ninguém melhor que o fonoaudiólogo para dizer se já é necessário ou se pode esperar mais um tempo.

Diante do nosso “probleminha” de fala do menino, fiquei meio preocupada quando meu marido trouxe a coleção de gibis da Turma da Mônica para casa. Fiquei pensando que ele já tinha dificuldade de falar o R como iria aprender a falar corretamente com quem fala mais coisas erradas que ele. Mas tudo bem…

Os dias foram passando e nós sempre lendo os gibis, todos os dias, pelo menos um. Para minha surpresa, o Cauê reagiu da melhor forma possível, ele “entendeu” que o Cebolinha fala elado e que na verdade não consegue falar .

Sempre ouvi dizer que a leitura estimula tantas coisas, a criatividade, imaginação, aumento de vocabulário e agora, para nós, até nisso! 🙂

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂





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