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“Mais uma vez, vemos como é importante ter segurança, metas educacionais, clareza dos objetivos, de forma que possamos nos abster da influência de certo tipo de críticas ou comentários que nos machucam. Os nossos valores, o nosso código de ética é que devem orientar a ação junto aos nossos filhos. Se você  acha que seu filho agiu errado, converse com ele e mostre-lhe o caminho ou faça-o a pensar sobre a atitude tomada. (…)

Além de todas as dificuldades que os pais tem de enfrentar ao educar seus filhos, tais como a exaustiva repetição, a incessante obstinação dos filhos em atender à orientação dada, as nossos próprias inseguranças e culpas, as dificuldades e falta de infraestrutura da vida moderna, a dupla jornada de trabalho das mães, a influência nem sempre saudável dos meios de comunicação em massa, especialmente a televisão – Além disso tudo, os têm, muitas vezes, que se haver com as críticas (nem sempre construtivas) de outras pessoas”. Educar sem Culpa, p.71. Tânia Zagury, 2007.

 

Quanta reflexão em um pequeno trecho desse livro, não é mesmo?

Quantas vezes as mães acabam se culpando por estarem tomando a atitude certa com seus filhos, mas olhares criminosos da sociedade fazem com que ela se sinta cada vez mais com mais culpa e insegurança.

Esse capítulo do livro aborda exatamente sobre isso: Como é importante que nós, pais e mães, saibamos a maneira como queremos educar nossos filhos. A velha história de que os pais sabem o melhor para seus filhos.

Não somos donos da verdade e muito menos da razão plena, por isso, as opiniões são importantes. São fundamentais para agregar ao plano educacional já preestabelecido pela família, ou seja, se for algo dentro dos parâmetros educacionais que a família está impondo para seus filhos será bem vindo. Contudo, se for ao contrário disso, não precisa ser acatado.

Aqui em casa, tínhamos estabelecido que o Cauê não comeria doces e nem refrigerantes. Chegou a primeira Páscoa  choveram chocolates. Na segunda, mais ainda. Mas somente na terceira é que deixamos ele experimentar. Graças à Deus, meu marido gosta do chocolate amargo (eu não, muito amargo pro meu gosto… haha). Mas todo mundo sabe que o chocolate que contém uma porcentagem mínima  de cacau para ser considerado saudável. Advinhem??? Meu filho A-DO-RA chocolate amargo!

Qual era o objetivo de explicar sobre o chocolate. Não era meu objetivo oferecer coisas “gostosas” para o nosso paladar para ele sem sequer ele entender o fato. Refrigerante, o pequeno experimentou na escola (sem eu saber) e ainda bem que não gostou. De verdade, prefiro dar suco Tang para ele do que o refrigerante. São hábitos que implantamos na nossa casa e, se ele sai com as avós ou alguns familiares, já são avisados, justamente para que continuem o trabalho de casa.

É o mínimo que pode ser esperado é apoio da família. Sei que existem muitos casos em que a família mora longe, ou então devido a situações adversas não se tem o apoio esperado. Enfim, quero dizer que nós pais, precisamos acreditar nas metas educacionais estabelecidas para nossos filhos. Dizer por favor, obrigado e licença independe para que pessoa esteja sendo referenciado. São palavras fundamentais da boa educação. Tornar nossos filhos conscientes das más atitudes também, se ele não gosta que o amiguinho bate, por que ele iria bater?

Mercado muitas vezes pode ser um verdadeiro desafio. Mas eu já sai muitas vezes do mercado com meu filho brabo comigo, mas eu não iria ceder, se deixei claro para ele que naquele dia nós não iríamos comprar M&M. Só assim é que eles percebem que nós temos pulso firme.

 

A educação é uma arte sim. Exige empenho, esforço e muita repetição. É uma das artes mais recompensadoras que existem. Ou há quem não fique feliz com um elogio ao bom comportamento do filho diante da sociedade.

 

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Mãe do Cauê e da Catarina 🙂





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