Ter filhos é maravilhoso, mas quando chega o primeiro filho parece que o casal precisa reaprender a viver. Uma criança muda toda a rotina da casa, e inevitavelmente altera também o funcionamento do casal. Com isso, pode-se ter início um processo de crise conjugal.

Estatísticas

Um estudo realizado com 1,4 mil pais e mães no Reino Unido, apontou que cerca de 25% dos casais participantes se separaram após a chegada do primeiro filho e 40% deles se separaram antes de o bebê completar 3 anos de vida.

Crise conjugal

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Com a chegada do bebê a mulher naturalmente fica mais sensível, irritadiça, cansada, já que não é fácil adaptar-se e aprender a lidar com seu bebê, tão frágil e dependente. É necessário paciência para suportar o choro, muitas vezes até sem saber o que fazer para acalmá-lo. Além disso, ela precisa conciliar os intensos cuidados do bebê com a toda a administração da casa. Nessa fase da vida, o instinto materno falará mais alto.

A mãe tende a priorizar o filho em detrimento do pai, pois sente que ela, mais do que ninguém, precisa protegê-lo e cuidar dele, não medindo esforços para que isso aconteça, mesmo que tenha de deixar outras coisas (ou pessoas) de lado.

O pai, por sua vez, pode sentir-se abandonado, ou até mesmo rejeitado por sua esposa. Quando chega do trabalho, ao invés de encontrar uma esposa sexy e forte, vê uma mãe cansada e carente. Ambos não são mais como antes, não tem mais o vigor de antes, e a paixão já não é mais a mesma.

Sabedoria de ambas as partes

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A vida sexual do casal também tende a ficar prejudicada nesta fase, já que a mulher tem que se abster de relações por um período para que seu corpo se recupere. O desejo sexual e a intimidade podem não ser mais sua prioridade, o que pode acarretar também em conflitos.

Além disso, gastos financeiros extras e imprevistos podem surgir, desestabilizando a vida financeira do casal. Temos ainda a depressão pós-parto, que acomete muitas mulheres e pode se converter em um grave problema. Principalmente após o primeiro filho, é comum que surjam os temidos palpites e a interferência da família (sogros, cunhados) na criação do bebê, pode tornar-se irritante e desgastante para a relação.

Tudo passa…

Essas crises são naturais e tendem a ser passageiras. Porém, depois dos primeiros meses, é necessário retomar os papéis. A mulher não é apenas mãe e o homem não se tornou exclusivamente pai. Vocês ainda são um casal! Um relacionamento emocionalmente equilibrado contribui não somente para a saúde mental de ambos, mas é importante para o desenvolvimento do bebê. Por isso em situações de conflito, procure sua rede de apoio ou um profissional capacitado.

CRP 12/11147
Esposa, Mãe, Psicóloga clínica e Especialista em Psicologia e Sexualidade.
Atua com psicoterapia e terapia sexual com adolescentes, adultos e casais em Jaraguá do Sul – SC. Realiza palestras e eventos com temáticas em saúde mental e sexual.





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