A maternidade é uma aventura que quando estamos grávidas não sabemos o que vamos enfrentar depois que nossos filhos nascerem. Sonhamos e desejamos sempre o melhor, para eles e para nós. No meio de tanto burburinho de que depois que os filhos nascem a gente não dorme mais direito, chegamos a ficar até com medinho e nas orações começamos a pedir para Deus abençoar que nosso filho durma a noite inteira. Depois que eles nascem, vem um turbilhão de dúvidas e isso tudo é normal. Afinal de contas, cada criança é diferente uma das outras. Por isso nós recorremos às amigas que já são mães, criamos até grupo no WhatsApp para compartilhar e pedir conselhos.

Quando o Cauê nasceu, morávamos sozinhos em outra cidade, não tínhamos muitos amigos e nem parentes. Nossa salvação foi a pediatra! Sim, íamos na pediatra dele toda semana. Ao ponto das enfermeiras nos conhecerem e até nem fazerem a pesagem dele, pois as visitas eram recorrentes. Hoje percebo como ela foi fundamental para nós. Foi uma época que na maternidade me encontrei com o blog, pois aqui podia dividir minhas dúvidas e encontrar suporte.

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Já após a gravidez da Catarina, cercada de amigos e família, foi tudo mais simples. Já comentei aqui no blog sobre nosso grupinho de mães que se reúnem para sair e papear e como isso é bom. Esse tempo livre é tão bom e precioso pois podemos recarregar as energias. Essa troca materna é tão importante e que continua no blog continuou, pois ele é extensão da nossa realidade.

Há algum tempo percebo que muitas mães apontam o dedo para como as outras mães estão criando seus filhos, pelo tipo de parto ou pela maneira de como seus filhos se alimentam, enquanto muitas vezes não conhecem a realidade daquela pessoa, não sabe das dificuldades e das lágrimas da sua maternidade. Isso é uma coisa que me incomoda bastante.

Eu acredito que como mães devíamos nos apoiar mais, afinal de contas, uma entende os perregues das outras. Os julgamentos apenas são para nos deixar piores de como já nos sentimos. Todas sabemos que a culpa teima em bater na porta da maternidade, não é mesmo? Não precisamos de dedos apontados para as dificuldades, precisamos de um ombro amigo que podemos contar sem temer, chorar e encontrar consolo, falar e encontrar um ouvido atento.

Ainda outro dia postei no Instagram falando sobre as imperfeições da nossa família. Não somos seres perfeitos e é impossível criar filhos perfeitos, de que adianta tanto julgamento se essa é a verdade verdadeira. Tem áreas da nossa vida que somos muito boas e em outras nem tanto, mas a beleza da vida é isso. Saber que podemos contar com outras mulheres, que já tiveram a mesma experiência que nós e podemos nos ajudar onde temos tido dificuldades, é bênção divina que nem todos acabam tendo esse privilégio!

Vamos levar uma maternidade leve? Sem julgamentos?

Beijos

Karin

 

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂